Disponível no Prime Video, A Guerra Final (Last Man Down, 2021) é um filme de ação que não tenta esconder suas referências nem sua proposta. Dirigido por Fansu Njie e estrelado por Daniel Stisen, o longa abraça o cinema de ação independente de viés retrô, apostando em violência gráfica, conflitos diretos e um protagonista moldado à imagem dos heróis musculosos que dominaram os anos 1980 e 1990. Leia a crítica do filme.
Um vírus e cenário pós-apocalíptico: a trama de Last Man Down
A trama se passa em um cenário pós-apocalíptico no qual um vírus devastou grande parte da Europa. Os sobreviventes vivem isolados, enquanto forças militares mercenárias percorrem vilarejos decidindo quem vive e quem morre. Esse grupo é comandado por Stone (Daniel Nehme), líder de uma tropa que elimina qualquer pessoa considerada, ou apenas suspeita, de estar infectada. A lógica é simples: não há julgamento, apenas execução.
Nesse contexto surge John Wood, ex-soldado das forças especiais vivido por Daniel Stisen. Após ter a esposa assassinada por Stone, Wood abandona qualquer vínculo com a sociedade e passa a viver como ermitão em uma floresta isolada. A rotina solitária é interrompida quando Maria (Olga Kent), ferida, chega até sua cabana. Relutante, Wood decide ajudá-la, mesmo sabendo que sua presença pode trazer consequências graves.
Maria não é uma sobrevivente comum. Ela carrega informações essenciais para o desenvolvimento de um possível antídoto para o vírus, o que a transforma em alvo prioritário do grupo de Stone. A partir daí, A Guerra Final segue um caminho bastante conhecido pelos fãs do gênero: a defesa de um refúgio isolado contra ondas sucessivas de inimigos, culminando em confrontos cada vez mais intensos.
Narrativamente, o filme adota uma estrutura simples. A primeira metade se concentra na construção da relação entre Wood e Maria, estabelecendo motivações e preparando o terreno para o conflito central. O ritmo é mais contido, ainda que pontuado por momentos de violência. Já a segunda parte assume de vez sua identidade de ação, com tiroteios prolongados, armadilhas improvisadas e uso variado de armas, incluindo facas, machados, arco e flecha e armamento pesado.
Daniel Stisen sustenta o filme com presença física e uma interpretação econômica, baseada mais em postura e reação do que em diálogos extensos. Seu John Wood fala pouco, rosna muito e resolve conflitos com força direta, o que se alinha à proposta do longa. Olga Kent, por sua vez, foge do papel passivo e participa ativamente dos confrontos, reforçando a dinâmica de sobrevivência em dupla.

O clímax reúne Wood e Stone em um confronto direto, esperado desde o início. A luta é crua, com coreografia simples e impacto físico evidente. O desfecho ainda deixa espaço para uma continuação, introduzindo uma nova antagonista e sugerindo que aquele conflito faz parte de algo maior.
Crítica de A Guerra Final: vale à pena assistir ao filme de Ação no Prime Video?
A Guerra Final entrega exatamente o que promete: um filme de ação enxuto, violento e consciente de suas limitações. Não há preocupação em reinventar o gênero, mas sim em homenagear uma tradição específica do cinema de ação, oferecendo uma experiência direta para quem busca entretenimento sem rodeios.