A Astronauta (2025) - Crítica e Fatos do Filme com Kate Mara A Astronauta (2025) - Crítica e Fatos do Filme com Kate Mara

A Astronauta (2025) | Crítica do Filme | Prime Video

A presença de A Astronauta (The Astronaut, 2025) entre os filmes mais assistidos do Prime Video chama atenção por se tratar de uma produção discreta, de baixo orçamento, que aposta mais em atmosfera e mistério do que em espetáculo. Escrito e dirigido por Jess Varley, o longa mistura terror psicológico e ficção científica em uma narrativa contida, que funciona melhor quando confia na sugestão e no desconforto gradual. Confira a nossa crítica.

A trama acompanha Sam Walker, astronauta interpretada por Kate Mara, que retorna de uma missão espacial e acorda em quarentena, isolada em uma casa enquanto passa por avaliações médicas e psicológicas. A partir desse ponto, o filme se fecha quase inteiramente nesse espaço limitado, colocando o espectador junto da protagonista, sem acesso a informações externas claras. É nessa escolha que o longa encontra sua principal força: o ponto de vista restrito transforma pequenas estranhezas em sinais de ameaça constante.

Kate Mara sustenta o filme com uma atuação contida e precisa. Sua Sam é resiliente, mas nunca inabalável. Conforme eventos inexplicáveis começam a surgir — visões, alterações físicas e lapsos de percepção —, a atriz evita exageros e trabalha o medo de forma interna, quase silenciosa. Esse controle torna as situações mais perturbadoras do que sustos diretos ou explicações rápidas. O filme depende dessa entrega, e ela responde à altura.

O ritmo também contribui para a experiência. Com pouco menos de 90 minutos, A Astronauta não se alonga além do necessário. A progressão do suspense é constante, conduzindo o espectador de um estado de estranheza para algo mais ameaçador sem grandes desvios narrativos. Quando a reviravolta central surge, ela cumpre seu papel de surpreender, ainda que a resolução final aposte em um tom mais emocional do que o restante do filme vinha sugerindo.

No elenco de apoio, Laurence Fishburne aparece como o General Harris, figura de autoridade que ajuda a ancorar a trama quando surge em cena. Sua participação é breve, mas traz peso institucional à história. Ivana Miličević e Gabriel Luna completam o grupo com atuações funcionais, embora o foco permaneça quase sempre em Sam.

A Astronauta (2025) - Crítica e Fatos do Filme com Kate Mara

Crítica de A Astronauta: vale à pena assistir ao filme no Prime Video?

Há, no entanto, limitações evidentes. O título pode gerar expectativas equivocadas: não há cenas no espaço, e toda a ação acontece em solo terrestre. O orçamento reduzido também se reflete nos efeitos visuais, especialmente nas representações de criaturas, que não convencem totalmente e quebram parte da imersão. Ainda assim, Varley compensa essas fragilidades com escolhas formais mais econômicas, privilegiando silêncio, sombras e enquadramentos fechados.

A Astronauta não reinventa o gênero, mas entrega um suspense de ficção científica eficiente, que entende suas próprias restrições e trabalha bem dentro delas. É um filme que se apoia na atuação principal, no mistério e na construção de atmosfera para envolver o público. Pode não convidar a múltiplas revisitas, mas cumpre seu papel como uma experiência tensa e bem amarrada dentro de sua proposta.