A animação Strip Law chegou recentemente ao catálogo da Netflix apostando em uma mistura pouco comum de sátira jurídica, comédia adulta e exagero visual inspirado em Las Vegas. Criada por Cullen Crawford, a série rapidamente chamou atenção pelo ritmo acelerado e pelas situações absurdas que transformam o tribunal em palco. A seguir, reunimos fatos e curiosidades que ajudam a entender melhor os bastidores e as escolhas criativas da produção.
1. A ideia da série nasceu da publicidade jurídica de Las Vegas
Cullen Crawford já comentou que a inspiração inicial de Strip Law veio da observação de advogados que anunciam seus serviços em outdoors espalhados pela Strip. Slogans chamativos, figurinos exagerados e jingles publicitários serviram de base para imaginar um advogado que levasse esse espetáculo também para dentro do tribunal.
2. O escritório Gumb and Flambe Legal é totalmente fictício
Apesar de parecer exagerado demais para ser inventado do zero, o escritório comandado por Lincoln Gumb e Sheila Flambe não é baseado em nenhuma firma real. Ele funciona como uma caricatura do mercado jurídico local, exagerando práticas de autopromoção que já fazem parte da paisagem urbana de Las Vegas.
3. A série foi pensada para ter ritmo acelerado
Strip Law foi desenvolvida para funcionar como uma “experiência rápida”, com episódios que passam em ritmo intenso e quase sem pausas. A proposta é reproduzir a sensação de excesso da própria cidade de Las Vegas, onde estímulos visuais e informações competem o tempo todo pela atenção.
4. Adam Scott aceitou o papel por fugir do óbvio
O protagonista Lincoln Gumb é dublado por Adam Scott, conhecido por personagens mais contidos. Segundo entrevistas promocionais, o ator se interessou pela série justamente por interpretar alguém rígido inserido em um universo totalmente caótico, o que gera grande parte do humor.
5. “Mágicos vs. Animais” é uma sátira ao sensacionalismo da TV
O polêmico programa fictício apresentado na série não existe na vida real, mas dialoga com realities extremos e competições televisivas que apostam em choque e controvérsia para atrair audiência. A ideia é criticar até onde o entretenimento pode ir quando tudo vira espetáculo.
6. O final da temporada foi pensado para não ser definitivo
A transformação de Glem e o destino de alguns antagonistas no último episódio não foram criados como grandes ganchos tradicionais. A intenção dos roteiristas foi manter a lógica imprevisível da série, deixando espaço para que esses eventos sejam tratados como piadas recorrentes ou pontos de partida para novas histórias.