O assassinato de JonBenet Ramsey, ocorrido em 1996, ultrapassou os limites de uma investigação policial e se transformou em um fenômeno cultural. Ao longo dos anos, o caso gerou livros, documentários, especiais televisivos e dramatizações, como o filme Quem Matou JonBenet?, lançado pelo Lifetime em 2016. A seguir, reunimos fatos e curiosidades que ajudam a entender por que essa história permanece tão presente no imaginário popular.
1. O filme do Lifetime faz parte de um evento televisivo maior
Quem Matou JonBenet? não foi exibido de forma isolada. O longa integrou uma programação especial do Lifetime dedicada ao caso, acompanhada de documentários e debates que reacenderam o interesse público no 20º aniversário da morte de JonBenet.
2. A narração do filme é feita pela “voz” de JonBenet
Um dos aspectos mais comentados do telefilme é o uso da narração em primeira pessoa, como se a própria JonBenet contasse a história após a morte. A escolha gerou críticas por seu tom emocional e pela proximidade com a ficção, apesar de tratar de um crime real.
3. O caso real nunca teve uma condenação
Mesmo após décadas de investigações, o assassinato de JonBenet Ramsey segue oficialmente sem solução. Nenhum suspeito foi condenado, e o caso permanece aberto, alimentando teorias e revisões constantes.
4. Erros iniciais comprometeram a investigação
Na vida real, a cena do crime foi alterada ainda nas primeiras horas, com a circulação de familiares e amigos pela casa da família Ramsey. Esses erros são frequentemente apontados como um dos principais motivos para a falta de respostas definitivas.
5. Os pais se tornaram suspeitos centrais para a opinião pública
John e Patsy Ramsey nunca foram formalmente condenados, mas foram alvo de intensa suspeita midiática. O filme de 2016 reflete essa desconfiança ao insinuar possíveis responsabilidades, sem assumir uma conclusão clara.
6. Um grande júri votou por acusações que nunca avançaram
Em 1999, um grande júri chegou a votar pela acusação dos pais por negligência relacionada à morte da filha. A decisão, no entanto, não foi levada adiante pelo promotor do caso, fato que só se tornou público anos depois.
7. O detetive Steve Thomas virou personagem central
O investigador Steve Thomas, que atuou no caso real e escreveu um livro defendendo uma teoria específica sobre o crime, é retratado no filme como uma figura solitária e obstinada, quase como protagonista da narrativa.
8. O caso redefiniu o true crime televisivo
O assassinato de JonBenet Ramsey ajudou a moldar o interesse do público por crimes reais envolvendo famílias de classe média alta e forte exposição midiática, algo que se tornaria recorrente em produções posteriores do gênero.
9. A história real segue sendo explorada por novas produções
Mesmo após quase 30 anos, o caso continua rendendo documentários, séries e filmes. A produção do Lifetime é apenas uma entre muitas tentativas de revisitar a história, demonstrando como o crime permanece vivo na cultura popular dos EUA.