A série The Beauty: Lindos de Morrer marca uma nova investida de Ryan Murphy no território do horror corporal com forte viés de ficção científica. Adaptando uma história em quadrinhos cult, a produção chama atenção por discutir padrões de beleza, desejo, consumo e violência por meio de uma trama que mistura investigação criminal, conspiração e transformações físicas extremas. A seguir, reunimos fatos e curiosidades que ajudam a entender melhor os bastidores, as inspirações e as escolhas narrativas da série.
1. The Beauty é baseada em uma graphic novel independente
A série adapta a HQ The Beauty, criada por Jeremy Haun e Jason A. Hurley. A obra original ganhou destaque no mercado independente por sua abordagem direta sobre obsessão estética e consequências sociais da beleza padronizada.
2. Ryan Murphy atua como criador, mas divide o comando criativo
Embora Ryan Murphy seja o nome mais associado à série, The Beauty foi cocriada com Matt Hodgson, que ajuda a manter a narrativa mais controlada e menos dispersa em comparação a outros projetos recentes do produtor.
3. A série mistura horror corporal com ficção científica
Diferente de produções puramente sobrenaturais de Murphy, The Beauty se apoia em conceitos científicos fictícios, como um vírus transmitido por fluidos corporais, aproximando a trama de histórias clássicas de contaminação e paranoia.
4. O vírus está diretamente ligado ao desejo sexual
Um dos elementos centrais da série é o fato de o vírus se espalhar principalmente por meio de relações íntimas, o que conecta a investigação criminal aos dilemas pessoais dos protagonistas e reforça o subtexto social da narrativa.
5. Rebecca Hall interpreta uma agente fora dos estereótipos
Jordan Bennett, vivida por Rebecca Hall, foge do arquétipo comum em séries policiais. A personagem demonstra autonomia emocional e sexual, além de uma postura analítica que contrasta com o caos gerado pelo vírus.
6. Evan Peters assume um papel mais contido
Conhecido por personagens intensos em American Horror Story, Evan Peters adota aqui uma atuação mais discreta como o agente Cooper Madsen, funcionando como contraponto emocional à trama extrema.
7. Ashton Kutcher vive um vilão enigmático
Na pele de Byron Forst, também chamado de “A Corporação”, Ashton Kutcher interpreta uma figura poderosa ligada à origem do soro. O personagem permanece envolto em mistério nos primeiros episódios.
8. Os episódios têm duração variável
A temporada apresenta capítulos entre 24 e 50 minutos, o que contribui para um ritmo mais ágil e evita alongamentos narrativos comuns em outras séries do criador.
9. A estética reforça o tema da obsessão pela beleza
Cenários ligados à moda, corpos idealizados e transformações físicas extremas são usados como elementos narrativos, não apenas visuais, reforçando o comentário social da série.