Harpía: Presença Maligna se tornou um dos filmes mais comentados do catálogo da HBO Max ao alcançar o topo do ranking da plataforma. Escrito e dirigido por Angela Gulnes, o longa chama atenção por combinar terror psicológico e drama familiar, usando o sobrenatural como ferramenta narrativa para discutir maternidade, luto e controle emocional. A seguir, reunimos fatos e curiosidades que ajudam a compreender melhor a produção e suas escolhas criativas.
1. O título “Beldham” vem de um termo antigo do folclore europeu
A palavra “beldham” é uma variação arcaica de “beldam”, usada historicamente para se referir a mulheres idosas, parteiras ou figuras associadas à bruxaria. No filme, o termo é ressignificado para representar uma ameaça simbólica, ligada mais à culpa e ao trauma do que a uma entidade literal.
2. Angela Gulnes escreveu o roteiro de Harpía: Presença Maligna pensando no terror como metáfora
Angela Gulnes já afirmou em entrevistas que o filme nasceu do interesse em explorar o terror psicológico como linguagem para tratar temas reais. Em Harpía: Presença Maligna, o sobrenatural funciona como projeção emocional, e não como explicação objetiva dos acontecimentos.
3. O filme é construído a partir de um narrador não confiável
Toda a narrativa é filtrada pelo ponto de vista de Harper, personagem vivida por Katie Parker. Isso significa que o espectador vê apenas o que ela percebe, o que explica as inconsistências visuais, o comportamento estranho dos coadjuvantes e a ambiguidade em torno da presença do bebê.
4. Os corvos de Harpía: Presença Maligna têm uma função simbólica central na história
Os pássaros que surgem repetidamente ao longo do filme não são apenas elementos de atmosfera. Eles estão diretamente ligados ao trauma da protagonista e ao objeto que aparece nos flashbacks finais, conectando a estética do terror à origem psicológica do colapso de Harper.
5. Patricia Heaton foi escalada contra o próprio estereótipo
Conhecida principalmente por papéis cômicos em séries como Everybody Loves Raymond, Patricia Heaton assume em Harpía: Presença Maligna um registro mais contido e ambíguo. A escolha reforça a intenção do filme de subverter expectativas, especialmente na relação entre mãe e filha.
6. A casa não foi escolhida apenas como cenário de terror
A residência onde a história se passa funciona como extensão emocional dos personagens. O espaço reforça a sensação de vigilância, confinamento e herança familiar, temas centrais do roteiro. A casa não é assombrada por espíritos, mas pela memória e pelo luto.

7. Harpía: Presença Maligna dialoga com uma tradição recente do terror psicológico
Harpía: Presença Maligna se insere em uma linha de produções que utilizam o horror para discutir traumas familiares, como O Babadook e Relic. Assim como esses filmes, a obra de Gulnes evita explicações fáceis e aposta em ambiguidades emocionais.
8. O sucesso no streaming superou o alcance inicial do filme
Apesar de ser uma produção independente e discreta em seu lançamento, o filme ganhou destaque ao entrar no Top 10 da HBO Max. A recepção positiva do público impulsionou discussões sobre seu final e ajudou a ampliar o alcance da obra fora do circuito tradicional de terror.