A adaptação cinematográfica de The Mortuary Assistant levou para o cinema um dos jogos de terror indie mais comentados da última década. Dirigido por Jeremiah Kipp, o longa busca traduzir para a linguagem audiovisual a experiência claustrofóbica, ritualística e psicológica do game homônimo. A seguir, reunimos fatos e curiosidades que ajudam a entender melhor os bastidores, as escolhas criativas e as conexões entre o filme e o jogo.
1. O filme The Mortuary Assistant é baseado diretamente no jogo indie lançado em 2022
O longa adapta o jogo The Mortuary Assistant, desenvolvido por Brian Clarke. O título se destacou no cenário indie por sua abordagem de terror psicológico, mecânicas de repetição e uso do ambiente do necrotério como principal fonte de tensão.
2. O criador do jogo participou do roteiro
Brian Clarke, criador do jogo original, assina o roteiro do filme ao lado de Tracee Beebe. Essa participação garantiu fidelidade à mitologia, aos rituais demoníacos e à trajetória da protagonista, ainda que algumas adaptações tenham sido feitas para o formato cinematográfico.
3. A protagonista carrega The Mortuary Assistant praticamente sozinha
Assim como no jogo, a narrativa do filme se apoia quase integralmente em Rebecca Owens. A escolha reforça o isolamento da personagem e replica a experiência solitária do jogador, que passa grande parte do tempo sozinho no necrotério.
4. Willa Holland foi escolhida por sua versatilidade dramática
A escalação de Willa Holland foi pensada para sustentar um terror mais psicológico do que físico. A atriz precisava transmitir medo, culpa e exaustão emocional sem depender de diálogos extensos, algo essencial para a proposta do filme.
5. Muitos rituais e símbolos vêm diretamente do jogo
Símbolos demoníacos, tiras de identificação e procedimentos ritualísticos vistos no filme foram adaptados quase literalmente do jogo. Esses elementos funcionam como easter eggs para fãs e ajudam a preservar a identidade do material original.
6. As cenas de embalsamamento usam majoritariamente efeitos práticos
O filme opta por efeitos práticos nas sequências de autópsia e preparação dos corpos. A decisão contribui para um terror corporal mais direto e evita o uso excessivo de computação gráfica nessas cenas específicas.
7. O ritmo lento de The Mortuary Assistant é uma escolha deliberada
O diretor buscou replicar a cadência do jogo, onde a tensão se constrói aos poucos, entre tarefas rotineiras e pequenas interferências sobrenaturais. No cinema, essa decisão divide opiniões, mas faz parte da tentativa de manter a essência da experiência original.
8. O final de The Mortuary Assistant foi pensado para permitir uma continuação
Assim como o jogo possui múltiplos desfechos, o filme encerra sua narrativa sem uma resolução definitiva. A ideia é abrir espaço para uma possível sequência, aprofundando o passado de Raymond Delver e o futuro de Rebecca Owens dentro da mitologia apresentada.