A Corrida dos 100 Metros (100 Meters, 2025) - Crítica do Filme Anime da Netflix A Corrida dos 100 Metros (100 Meters, 2025) - Crítica do Filme Anime da Netflix

7 Fatos de A Corrida dos 100 Metros, INCRÍVEL Anime da Netflix

A Corrida dos 100 Metros (100 Meters, 2025) se destacou no catálogo da Netflix por apresentar uma abordagem incomum ao anime esportivo. Dirigido por Kenji Iwaisawa e baseado no mangá de Uoto, o longa aposta em uma narrativa minimalista, focada na repetição, no tempo e na experiência subjetiva de correr. A seguir, reunimos 7 fatos e curiosidades que ajudam a entender melhor a obra, seu processo criativo e suas escolhas narrativas.

1. O anime é baseado no mangá de Uoto, autor de Orb: On the Movements of the Earth

A Corrida dos 100 Metros adapta um mangá escrito e ilustrado por Uoto, artista conhecido por histórias que exploram tempo, obsessão e transformação pessoal. Assim como em Orb, a corrida aqui funciona menos como espetáculo e mais como instrumento filosófico para refletir sobre escolhas e identidade.

2. A história de A Corrida dos 100 Metros cobre cerca de 15 anos da vida dos protagonistas

Diferente da maioria dos animes esportivos, o filme acompanha Togashi e Komiya desde a infância até a vida adulta. Essa passagem de tempo é essencial para o impacto emocional da obra, mostrando como o significado da corrida muda conforme amadurecimento, frustrações e pressões externas.

3. Kenji Iwaisawa usa a rotoscopia para dar peso físico às corridas

A animação utiliza rotoscopia, técnica em que movimentos reais são filmados e depois redesenhados. Isso confere às cenas de corrida uma sensação de peso, desgaste e esforço raramente vista no anime esportivo, reforçando a fisicalidade do atletismo de alto rendimento.

4. A Corrida dos 100 Metros evita personagens secundários para manter o foco na rivalidade central

Ao contrário de títulos como Haikyuu!! ou Blue Lock, 100 Meters praticamente ignora subtramas e coadjuvantes. A narrativa se concentra quase exclusivamente em Togashi e Komiya, tratando a rivalidade como uma relação íntima e formativa, não como um espetáculo coletivo.

5. O final em aberto de A Corrida dos 100 Metros é uma escolha temática, não um truque narrativo

A decisão de cortar para o preto no momento da chegada final, sem revelar o vencedor, não é uma provocação gratuita. O filme constrói, ao longo de toda a narrativa, a ideia de que a corrida não se resume ao resultado. O desfecho reforça essa proposta ao priorizar a experiência emocional dos personagens. Leia o nosso final explicado.

Fatos e Curiosidades de A Corrida dos 100 Metros (100 Meters, 2025)

6. Togashi e Komiya representam duas visões opostas sobre talento e esforço

Togashi simboliza o talento natural que perde o sentido quando vira obrigação. Komiya representa o esforço extremo, que flerta com a autodestruição em nome da vitória. O filme não aponta um caminho “correto”, mas mostra os custos de cada postura ao longo do tempo.

7. A trilha sonora é usada de forma contida para evitar manipulação emocional

A música acompanha o ritmo das corridas e os estados internos dos personagens, mas raramente conduz o espectador a uma reação específica. Essa escolha reforça o tom contemplativo do filme e o distancia de clímax emocionais tradicionais do gênero esportivo.