Sandokan chegou à Netflix no início de 2026 e rapidamente se destacou entre as séries mais assistidas da plataforma. Coproduzida entre França e Itália, a produção revisita o clássico personagem criado por Emilio Salgari, combinando aventura, romance e comentário histórico sobre o colonialismo europeu no sudeste asiático. A seguir, reunimos fatos e curiosidades sobre a série Sandokan, que ajudam a entender sua importância e os bastidores dessa nova adaptação.
1. A série é inspirada em mais de um livro de Emilio Salgari
Embora muitos espectadores associem Sandokan a um único romance, o personagem foi protagonista de onze livros escritos por Emilio Salgari entre o fim do século XIX e o início do século XX. A série da Netflix não adapta uma obra específica, mas constrói sua narrativa a partir de elementos recorrentes da saga, reorganizando eventos, personagens e conflitos para criar uma história contínua e acessível ao público atual.
2. Sandokan já foi vivido por outros atores icônicos
Antes da versão de 2026, Sandokan já havia sido interpretado em diferentes formatos. A adaptação mais famosa é a série de 1976, estrelada por Kabir Bedi, que transformou o personagem em um ícone da televisão italiana. A nova produção dialoga diretamente com esse legado, atualizando o herói sem ignorar sua importância cultural para gerações anteriores.
3. A produção é uma coprodução europeia de grande escala
Sandokan é resultado de uma parceria entre produtoras da França e da Itália, com gravações realizadas em diferentes locações e uso intenso de cenários naturais e efeitos digitais. Esse modelo de coprodução permitiu à série alcançar um padrão técnico elevado, aproximando-se de grandes produções internacionais de aventura histórica.

4. A série adota um olhar mais político sobre o colonialismo
Diferentemente de versões anteriores, a adaptação da Netflix enfatiza de forma clara os impactos do colonialismo britânico na região de Bornéu e Sarawak. A trajetória de Sandokan deixa de ser apenas a de um pirata aventureiro e passa a ser a de um líder moldado pela violência da ocupação estrangeira, aproximando a narrativa de debates contemporâneos sobre poder, exploração e resistência.
5. O romance com Marianne ganhou mais espaço na nova versão de Sandokan
Nos livros de Salgari, a relação entre Sandokan e Marianne já era central, mas a série amplia esse arco, dando à personagem feminina maior autonomia e participação nas decisões da trama. Marianne deixa de ser apenas um interesse romântico e passa a funcionar como contraponto direto ao mundo colonial que a cerca.
6. O sucesso de Sandokan na Netflix impulsionou discussões sobre uma 2ª temporada
Mesmo sem confirmação oficial imediata, o desempenho de Sandokan entre os títulos mais assistidos da Netflix no início de 2026 fortaleceu as especulações sobre a continuidade da história. O final aberto e a menção direta à ilha de Mompracem indicam que o material literário ainda oferece espaço amplo para novas temporadas.