Morra, Amor (Die My Love, 2025) - Crítica do Filme Morra, Amor (Die My Love, 2025) - Crítica do Filme

5 Fatos do Filme “Morra, Amor”, de Lynne Ramsay

Morra, Amor chega como um dos filmes mais comentados de 2025 no circuito autoral e de crítica. A obra representa o retorno da diretora Lynne Ramsay à ficção depois de mais de sete anos, transformando o romance intenso da escritora Ariana Harwicz em uma experiência cinematográfica visceral, sombria e cheia de tensões psicológicas. A performance de Jennifer Lawrence como Grace, confrontada com a maternidade, o isolamento e a instabilidade mental, tem sido apontada como uma das mais ousadas de sua carreira — e o envolvimento de Robert Pattinson como Jackson coloca o casal no centro de um drama perturbador e radical. A seguir, veja cinco fatos e curiosidades que ajudam a compreender os bastidores e particularidades do filme.

1. Retorno de Lynne Ramsay à ficção após oito anos com Morra, Amor

O filme marca o retorno de Lynne Ramsay ao cinema de ficção depois de Você Nunca Esteve Realmente Aqui (2017).
A longa pausa entre projetos revela o cuidado com que a diretora escolheu seu novo trabalho — e Morra, Amor demonstra que ela voltou com ambição estética e narrativa, mergulhando fundo em temas como maternidade, loucura e alienação.

2. Produção de Morra, Amor é assinada por nomes de peso, incluindo Martin Scorsese e a própria Jennifer Lawrence

Além de dirigir e co-roteirizar, Ramsay teve o apoio da produtora pessoal de Jennifer Lawrence, e o longa conta com a produção de Martin Scorsese, somando nomes importantes do cinema contemporâneo. Esse respaldo da indústria ajuda a explicar o orçamento robusto e a visibilidade do filme — mesmo sendo uma obra de cunho autoral.

3. Estreia e reconhecimento de Morra, Amor em festivais: seleção oficial do Festival de Cannes 2025

Morra, Amor teve sua première mundial em 17 de maio de 2025 no Festival de Cannes, concorrendo à Palma de Ouro. O fato de uma produção tão intensa e politicamente — psicologicamente — arriscada participar da seleção oficial demonstra a confiança de crítica e curadores na força do projeto e na importância do tema abordado.

4. Um retrato visceral da maternidade e da psicose pós-parto — sob uma estética tensa e perturbadora

O filme recusa conclusões fáceis. A escolha de focar quase exclusivamente na perspectiva de Grace — seu colapso interno, seus impulsos, desejos e medos — resulta numa narrativa fragmentada, muitas vezes desconfortável, mas também poderosa. Ramsay não busca oferecer alívio: recorre à luz, à fotografia e à sonoridade para transformar a casa rural em uma prisão mental, reforçando o elo entre ambiente e sofrimento psicológico.

5. Preparação intensa entre os atores — incluindo cenas de dança e desconforto emocional durante as filmagens

Durante a preparação para o papel, Jennifer Lawrence e Robert Pattinson fizeram exercícios de dança juntos — uma tentativa da direção de criar intimidade e tensão entre os personagens. Segundo relatos, Pattinson chegou a afirmar que quase teve um “colapso mental” durante essa cena de dança livre, por conta da intensidade e vulnerabilidade exigida. Esse tipo de preparação revela o compromisso dos atores e da equipe em construir uma atmosfera autêntica e crua, longe de glamour — algo essencial para transmitir a instabilidade e o desespero vividos por Grace.