Edipo Pereira

1 fev, 2017

Hqs e Livros

Nova fase dos Inumanos resgata história do período pré Guerras Secretas

Após o fim das Guerras Secretas, evento onde o universo Marvel se fundiu num só, os Inumanos também ganharam suas revistas e, apesar da ideia polêmica de dar mais espaço à raça em detrimento dos mutantes, há coisa boa para acompanharmos.

A história se inicia com traficantes de casulos inumanos no Rio de Janeiro, onde Raio Negro chega para colocar um fim na bandidagem sem precisar de muito esforço para tanto. Ao mesmo tempo, a rainha Medusa e sua equipe derrotam uma não tão perigosa ameaça Chitauri, sendo questionada a respeito das motivações inumanas para ajudar a Terra. Ela explica que cada inumano ali vem de um local do planeta, então Attilan também faz parte desse balaio.

É com esse espírito de união que vemos a rainha inumana tratando com Fera a respeito de soluções para o problema dos mutantes, projetando assim o futuro confronto dos Inumanos com os X-Men. Mas isso é pauta para mais tarde, pois Raio Negro chegou querendo tratar de assuntos familiares. O filho do casal, Ahura, foi deixado sob a tutela do conquistador Kang após Raio Negro liberar a névoa na atmosfera terrestre, e agora Blackagar Boltagon quer seu filho de volta.

Charles Soule trabalha muito bem o roteiro dessa nova fase dos Inumanos, apesar dos riscos que uma trama de viajem no tempo pode trazer, levando em conta as proporções alcançadas aqui pondo em risco inclusive a própria existência inumana. Aliás, trazer Kang para essa história foi um acerto imenso para dar o peso necessário ao trabalho levando em conta a equipe criativa, tendo como desenhista o excelente Steve McNiven (Guerra Civil, O Velho Logan etc). Valeu o risco.

Essa cunho atemporal permite a história se desmembrar para diversos locais, dando um agradável dinamismo ao arco onde locais reais como Mesopotâmia, Brasil e Marrocos se misturam com fictícios como Attilan (a velha e a nova). A solução para os problemas também são expostas de forma bem fácil para o leitor, sem soar muito simplista, apesar do desfecho final envolvendo Ahura e Kang ser um tanto preguiçoso. Há momentos impagáveis também, como a cena onde Raio Negro flagra Medusa beijando outra pessoa (e a cara de pavor do cidadão ao ser descoberto).

Com desenhos primorosos e roteiro ousado, esse arco dos Fabulosos Inumanos vai da edição 0 até a 4, sendo publicado no Brasil pela Panini na revista Universo Marvel.

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