Ei, nerd, exercício faz bem: porque a atividade física deixa o cérebro mais rápido

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Imagem de Pexels por Pixabay
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Você tem orgulho de ser nerd e integrar o time de pessoas que dedicam horas do seu dia aos games? Bom, é hora de ir além e descobrir como equilibrar a vida nerd com a vida de atleta. Por que? Bem, porque isso pode te ajudar a ser um jogador ainda melhor. 

Claro que sabemos, reconhecemos e exaltamos os benefícios dos jogos virtuais. Durante as horas dedicadas a eles estimulamos, dentre muitas outras coisas, a capacidade de atenção visual e o instinto de investigação. Porém, para que o cérebro fique ainda mais ágil e pronto para descobrir novos jogos e melhorar o desempenho, a atividade física pode ser fundamental.

É isso o que afirma um novo estudo realizado por cientistas na Universidade da Califórnia, nos EUA, em parceria com a Universidade de Tsukuba, no Japão. Eles mostraram impactos positivos no cérebro com a prática de exercícios físicos leves. 

Apenas 10 minutos diários são capazes de alterar algumas estruturas do cérebro responsáveis pela memória e aprimorar funções neurais ligados à aprendizagem. E essas mudanças começam a aparecer mais rápido do que imaginamos.

Aqueles que têm uma rotina diária de exercícios possuem um hipocampo – área cerebral responsável pela memória – maior e mais saudável. E os exercícios nem precisam ser intensos ou prolongados; pode ser uma hora de esteira, bike, ou até uma caminhada até ao trabalho. A pesquisa sugere que atividades que nem chegam a induzir os batimentos cardíacos acelerados já trazem benefícios.

O estudo foi feito com jovens universitários, que foram submetidos à prática da bicicleta ergométrica, no modo lento e por apenas 10 minutos. Após cada sessão, os jovens completavam testes de memória considerados difíceis, dentro de uma cabine de ressonância magnética. Os testes de memória foram feitos antes e depois da prática de exercícios físicos leves.

Os resultados mostraram que os jovens tinham mais habilidade e rapidez no teste de memória depois de se exercitarem na bicicleta. O hipocampo também se comportou de maneira sincronizada com partes do cérebro ligadas à aprendizagem.

Ah, e claro que jogos mais ativos também valem como prática esportiva. Inclusive, há uma pesquisa, realizada pela Universidade da Carolina do Norte nos Estados Unidos que mensura o gasto calórico em diferentes jogos. 

Os resultados obtidos foram os seguintes:

  • Vídeo game tradicional com o controle manual: 78 kcalorias por hora
  • Video game de tocar instrumento musical: 107 kcalorias por hora
  • Video game de dança: 244 kcalorias por hora
  • Video game de exercícios físicos: 260 kcalorias por hora

Como sabemos que o gasto calórico de repouso é cerca de 70 kcalorias por hora, podemos perceber que o videogame tradicional praticamente não acrescenta nada em termos de gasto de energia. 

A simulação de tocar um instrumento musical também pode ser uma boa diversão, porém é pobre em gastar calorias. Somente os jogos mais ativos passam a ter impacto interessante em termos de gasto de calorias, e percebemos que dançar parece combinar o aspecto lúdico com o benefício calórico significativo.

Habilidades aprimoradas pela atividade física

Controle inibitório

É a capacidade de segurar precipitações irracionais e a de ignorar estímulos irrelevantes enquanto dedicamos atenção ao que interessa. Ou seja, em nosso caso, quando estivermos focados nos jogos, barulhos e estímulos aleatórios não atrapalharão seu foco com tanta facilidade.

Flexibilidade cognitiva

Se uma estratégia não está dando certo ou se surgiu um imprevisto, você consegue se adaptar e resolver o desafio. É isso, fases complexas não serão o fim. Com maior agilidade você solucionará os problemas e seguirá no jogo se adaptando aos desafios.

Memória

Em primeiro lugar, suar a camisa reforça a memória de trabalho, ou a competência em recorrer a informações já registradas quando elas são vitais para uma tarefa qualquer – você entende o fim do jogo porque o começo dele está fresquinho na cabeça. Isso sem contar que ajuda a armazenar lembranças de curto e, em menor escala, de longo prazo.