Como aprender inglês jogando videogames

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ilustração do jogo zelda

Como os jogos podem motivar no aprendizado de um novo idioma

Muitas pessoas buscam estratégias para aprender inglês ou outro idioma, seja se matriculando em um curso ou usando métodos mais alternativos. Neste post, vou descrever um pouco sobre como aprendi inglês com ajuda dos videogames, e minha teoria defendendo que os jogos são ótimas ferramentas para aprender outras línguas.

Como aprendi inglês jogando

tela do jogo zelda

No meu período de escola, as aulas de inglês eram bastante deficientes. A gente sempre aprendia só o verbo To be durante anos sem evoluir muito. Mas, mesmo assim, acabei aprendendo inglês por conta própria, meio que sem querer. E os jogos foram de grande importância nesse aprendizado.

Desde cedo, quando eu jogava no meu Super Nintendo ou no computador, tinha um item que sempre estava ali do lado: o dicionário de inglês. Antigamente, não era comum que os jogos viessem traduzidos em português, então a gente tinha que se virar para traduzir os objetivos e comandos dos jogos. Quando era um RPG, a situação ficava pior ainda, não dava pra entender nada da história! Mas acredito que essas dificuldades me ajudaram bastante no inglês. Eu tenho uma memória bem viva dos jogos da franquia Zelda que davam dicas do que fazer a seguir, para “desempacar” eu tinha que pegar meu dicionário e descobrir o que fazer depois.

Com certeza você já ouviu falar que quando uma pessoa está em um país que fala outra língua, ela acaba aprendendo esta, mesmo sem querer. Isso acontece por que, quando está em um ambiente imerso em outro idioma, você é constantemente apresentado a problemas e situações onde é necessário o uso da linguagem para sobreviver.

Quando estamos somente tentando aprender outro idioma, não existem resultados imediatos para vitórias ou falhas. Além disso, ninguém te colocou ali para resolver um problema de linguagem, você se colocou naquela situação e tem interesse em resolver aquele problema. Sentiram alguma semelhança desses pontos com o ato de jogar?

Por que os jogos são diferentes

o oketivo dos jogos é entreter as pessoas com experiências surpreendentes

De acordo com Huizinga (1931) e Salen (2003), jogos são sistemas interativos com regras e objetivos, geralmente oferecendo feedbacks instantâneos ao jogador. Além disso, jogos são atividades voluntárias, sem um fim específico. A pessoa joga por que ela quer jogar e pronto.

Usando esses elementos, os jogos desenvolvem várias estratégias para deixar os jogadores mais imersos e motivados a resolver os problemas apresentados. O mercado de treinamentos empresariais, educação e aplicativos já aprenderam o poder dos jogos para motivação. A chamada Gamificação, por exemplo, é o uso dos elementos de jogos em situações cotidianas para motivar comportamentos e facilitar o aprendizado.

O meu ponto é: jogar um jogo em inglês se assemelha a viver em um país que fala a língua inglesa. Nessas situações, você precisa resolver problemas envolvendo o idioma para ser bem sucedido em atividades importantes. Em certos aspectos, os jogos são até melhores, pois acabam sendo mais acessíveis e se utilizam de diversas estratégias para deixar o jogador entretido e motivado.

Conclusão

obrigado por jogar

Para quem está tentando aprender um outro idioma, é necessário que haja uma imersão em produtos que falam essa língua. Sejam séries, livros, filmes, vídeos no Youtube e, principalmente, jogos. Vença a vontade de colocar aquele filme ou jogo dublado e tente resolver os problemas daquele mundo digital, traduzindo o que você consegue de cabeça e pesquisando o resto. Vai dar mais trabalho, mas você vai treinar o seu cérebro nessa. O resultado pode não vir imediatamente, mas dentro do jogo, geralmente, completamos pequenos objetivos em sequência para uma resolução final, o aprendizado de outra língua segue a mesma filosofia.

Referências:

Gamification: Como Criar Experiências De Aprendizagem Engajadoras (2015), por Flora Alves.

Homo Ludens: O Jogo como Elemento da Cultura (1938), por Johan Huizinga.

Regras do Jogo: Fundamentos do Design de Jogos (2003), Por Erik Zimmerman e Katie Salen.

Arte da Capa: Daniel Bogni.