Persona 5 Royal veio para roubar seu coração (novamente!) | Molho Shoujo #9

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Mostramos quais as mudanças que tiveram comparado ao original, de 2017

Por Ana Raquel

Visitar universos alternativos, usar os poderes da sua máscara para derrotar os inimigos, roubar tesouros, mudar o coração de adultos corruptos… mais um dia normal para os Phantom Thieves. Adicione o elemento “grupo de adolescente fingindo serem estudantes normais” e temos “Persona 5”, um dos JRPGs mais aclamados dos últimos tempos.

Enquanto o jogo original foi lançado em 2017, um remake chamado “Persona 5 Royal” chegou no Ocidente no final de março e, por enquanto, é o jogo mais bem avaliado do ano no Metacritic, que compila notas e análises da crítica. No entanto, o que mudou? Vale a pena comprar o jogo novamente? É uma boa introdução para quem quer começar a conhecer a franquia? Comentamos um pouco sobre abaixo.

A história

Não há diferença na sinopse. A história é contada pela perspectiva do protagonista, cujo nome é dado pelo jogador. O personagem principal é um adolescente que se muda para Tóquio e fica sob a tutela de Sojiro Sakura. Descobre-se que suas condições são peculiares: ele está em liberdade condicional e possui uma ficha criminal por supostamente agredir um homem adulto. Ainda nos primeiros minutos de jogo, é revelado que essa agressão jamais ocorreu e que ele estava tentando salvar uma mulher de um homem bêbado. Esse adulto, no entanto, é uma figura influente e consegue reverter a situação para que o adolescente seja culpado. Durante toda a história, vemos como ele é julgado e excluído pelos colegas de escola por causa de sua ficha criminal.

O protagonista também é um dos poucos que consegue ter acesso a um mundo paralelo batizado de “Metaverse”. Lá, se encontram os “Palaces”, lugares criados por mentes extremamente distorcidas. Junto com outros adolescentes, é formado o grupo Phantom Thieves e eles buscam roubar os tesouros desses Palaces para forçar uma mudança de comportamento nos donos desses Palaces. Esses donos são geralmente criminosos e, com o tesouro roubado, eles confessam os crimes que cometeram. Isso tudo é possível graças ao poder que os Phantom Thieves têm de controlar criaturas chamadas “Persona” e derrotar monstros batizados de “Shadow”.

Gameplay

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A mecânica do jogo é bastante simples para quem vai jogar pela primeira vez. Todos os membros do Phantom Thieves são controláveis em combate e eles podem atacar normalmente, com uso de suas Personas ou uso de arma. Podem também se defender ou usar algum item. A maioria dos inimigos possui alguma fraqueza, então a forma mais fácil de derrotá-los é descobrir qual é essa fraqueza e usar o ataque ideal. No fim de cada batalha se ganha experiência, dinheiro e, esporadicamente, items.

Há dois ataques especiais: o All Out Attack, que causa um dano maior em todos os inimigos, e o Showtime Attack (exclusivo do Royal), que se pode atacar apenas um inimigo, mas causa mais dano que um All Out Attack. Há oito Showtime diferentes e eles são desbloqueados automaticamente durante a história.

Além disso, o protagonista precisa viver sua vida como um estudante do ensino médio, então fora do Metaverse é possível trabalhar, sair com os amigos, estudar etc. Tudo o que se faz causa um impacto na hora do combate. Os dois elementos mais importantes são os Confidants (que mede sua relação com outras pessoas) e os Stats (que mede sua inteligência, coragem, gentileza, charme e proficiência). Persona 5 Royal, no fim das contas, se torna um jogo de planejamento.

Personagens de Persona 5 Royal

A maioria dos personagens principais continuam presentes sem nenhuma grande mudança em seu desenvolvimento. No Royal, temos a introdução de dois personagens novos: Kasumi Yoshizawa e Takuto Maruki.

Kasumi é estudante e ginasta. Maruki é psicólogo e trabalha na escola. Algumas cenas do jogo original são levemente modificadas para que ambos os personagens sejam incluídos, bem como o tempo de jogo se torna maior por ter conteúdo novo. Ambos são extremamente importantes para o desenvolvimento da história.

Mudanças

Além do que já foi citado anteriormente, há outras mudanças dentro e fora de combate. Uma delas é que surgem áreas novas para explorar enquanto grupo de Phantom Thieves, tanto que é o principal motivo para o tempo de jogo aumentar. No entanto, a mudança não é apenas no Metaverse: uma parte nova da cidade, chamada Kichijoji, é introduzida no Royal. Agora, é possível realizar mais atividades como jogar dardos, ir ao templo ou vender roupa.

Outra novidade é que se torna possível utilizar um gancho para alcançar áreas novas e evitar contato com inimigos fortes. Isso significa que algumas áreas de Palaces diferem do jogo original.

Mais uma diferença é que são introduzidas as New Seeds dentro dos Palaces. Existem três por área e conseguir todas lhe dá um acessório poderoso.

Em uma das áreas do Metaverse, se ganha mais uma missão: a de coletar flores e selos. Aparece uma criatura que os coleciona e, se ajudá-la, é possível trocá-los por itens, mais dinheiro e mais experiência.

Uma última mudança importante é que algumas lutas se modificam. Novos ataques especiais surgem – algumas dessas lutas se tornam mais fáceis, outras mais difíceis. Tudo depende da perspectiva!

Vale a pena?

Independentemente de você já ter jogado o original antes ou não, o remake é um jogo incrível e as mudanças, no geral, são positivas. É um bom jogo para quem quer iniciar, já que é o que possui melhor mecânica da franquia, e também é interessante para quem já conhece o original para ver as mudanças e conteúdos novos. A única desvantagem para quem é fã de jogos mais difíceis é que, se comparar ao original, Persona 5 Royal é mais fácil. Ainda assim, nunca é tarde para roubar mais tesouros.

Esse post é fruto de uma parceria entre o Molho Shoujo Podcast e o CosmoNerd. Confira os episódios do programa clicando aqui.