Raphael (Ph) Carmo

11 jul, 2021

Games

Último jogo da franquia expande a fórmula, mas mantém o espírito

Hitman é uma das minhas franquias favoritas. Joguei todos os jogos desde o experimental Codename 47, o ápice com Blood Money e a queda com o Absolution. Surpreendentemente, em 2016 a IOI renovou a franquia com uma nova trilogia que pegou toda sua experiência anterior para criar uma nova obra-prima. Hitman 3 é o último jogo dessa trilogia e fecha essa nova história do Agente 47 com algumas mudanças interessantes na fórmula.

O jogo continua exatamente de onde o último parou. Agente 47, Diana e Lucas Grey juntam forças para finalmente acabar com a grande corporação Providence. Mas, detalhes sobre o passado do nosso assassino favorito e Diana são revelados, complicando a situação.

Hitman 3 mantém a mesma jogabilidade dos jogos anteriores. Você é colocado em mapas gigantes como uma sandbox e possui diversas formas diferentes de assassinar seus alvos. Você vai se utilizar de disfarces, enganação, stealth, armadilhas e outras artimanhas para tentar passar o mais desapercebido possível. Em comparação com Hitman 2, o terceiro jogo da franquia possui mapas um pouco menores e menos ambiciosos. Apesar disso, ele tenta fugir um pouco mais da fórmula estabelecida nessa trilogia e experimenta um pouco mais nas suas missões. Em uma delas, você pode dar uma de detetive e desvendar um crime enquanto planeja matar seu alvo, numa ambientação que parece ter saído direto de um livro de Agatha Christie.  Em outra, minha favorita, você tem 10 alvos e precisa matar somente 5, aumentando mais ainda a rejogabilidade encontrada na trilogia.

Tal como nos outros dois jogos, Hitman 3 possui poucas missões. A diversão não vem de passar de cada missão uma vez, mas sim rejogar algumas vezes e experimentar as diversas possibilidades que o jogo te oferece. Quando você pensa que já viu de tudo, uma nova história ou oportunidade se abre na sua frente, possibilitando uma jogatina totalmente diferente cada vez. Hitman te presenteia pelas paciência e criatividade, então, se você sair somente atirando em todo mundo, ou até mesmo usando as mesmas estratégias de furtividade, não vai aproveitar metade do que ele tem para oferecer.

Por falar em rejogabilidade, para quem pegar o jogo na Epic Games, pode resgatar também as fases do Hitman de 2016 para jogar dentro do 3. Isso vai servir para novos jogadores, assim como para aqueles que querem revisitar as fases antigas com as novas ferramentas e os novos detalhes do mais novo. O modo Contracts e os Alvos Elusivos continuam, a primeira com missões criadas pela comunidade e o segundo oferecendo alvos em que o jogador tem somente uma chance de matar.

A jornada da IOI na criação dessa trilogia foi conturbada, com mudanças de distribuidoras afetando muito os lançamentos dos jogos. O maior impacto são nas cutscenes, infelizmente perdemos lindas animações que se encontravam no Hitman de 2016. Mas, felizmente, a IOI focou nos aspectos importantes, conseguindo fechar a história que queria contar de forma magistral. Hitman 3 pode ter as missões menos interessantes da franquia, mas elas oferecem uma ampla rejogabilidade e algumas pequenas mudanças nas regras estabelecidas em favor da narrativa. É um jogo essencial para aqueles fãs do Agente 47 e também para quem está chegando agora. Fico muito curioso para ver o que a empresa fará com o jogo de 007 que está em suas mãos e até mesmo tenho esperança de ter um novo Hitman no futuro.

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