Canal Brasil | Mostra relembra existência da RioFilme a partir da segunda, dia 13

CANAL BRASIL CELEBRA OS 25 ANOS DA RIOFILME COM A EXIBIÇÃO DE 12 TÍTULOS A PARTIR DA SEGUNDA, DIA 13

A partir da segunda-feira, dia 13 de novembro, o Canal Brasil relembra os 25 anos de existência da RioFilme, com a exibição de 12 títulos, entre documentários e ficções, distribuídos pela instituição pública, que faz parte da estrutura administrativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, e atua nas áreas de distribuição, apoio à expansão do mercado exibidor, estímulo à formação de público e fomento à produção audiovisual, visando o efetivo desenvolvimento da indústria audiovisual carioca. A mostra começa com “Como Ser Solteiro”(foto), na segunda, às 19h30, e termina com “Separações”, na quarta, dia 06 de dezembro, às 19h30.

COMO SER SOLTEIRO (1998) (95′)
Horário: Segunda-feira, dia 13, às 19h30
Classificação: 14 anos
Direção: Rosane Svartmann
Sinopse: Rio de Janeiro, cidade maravilhosa. No meio do cenário entre o mar e a montanha, quatro histórias se interligam. Cláudio (Ernesto Piccolo) é um jornalista com ares de intelectual e sem sorte com as mulheres. Ricardo (Heitor Martinez Mello) um perfeito Casanova, conhecedor de todos os truques para conquistar as garotas. Ricardo decide lhe ensinar os segredos da sedução. Cláudio revela-se um aluno aplicado e com muito talento para arte da conquista. Estimulado pela transformação do amigo, Ricardo decide, apoiado nas suas experiências e nas de Cláudio, escrever o Manual do Solteiro. É quando Mônica (Rosana Garcia), Júlia (Cássia Linhares) e outras garotas – percebendo a armação dos rapazes – decidem reagir.

O filme ganhou o prêmio especial do júri e o Troféu Candango de melhor ator (Ernesto Piccolo e Marcos Palmeira) no Festival de Brasília, e o prêmio do público no Festival de Cinema Brasileiro de Miami.

GÊMEAS (1999) (68’)
Horário: Terça-feira, dia 14, às 19h30
Classificação: 14 anos
Direção: Andrucha Waddington
Sinopse: As irmãs gêmeas idênticas Iara e Marilena (Fernanda Torres) – para desespero de seu pai, Dr. Jorge (Francisco Cuoco) – vivem pregando peças nos homens ao se fazerem passar uma pela outra. Marilena é bióloga; Iara, como sua mãe (Fernanda Montenegro), é costureira. Um dia, Marilena conhece Osmar (Evandro Mesquita), por quem se apaixona à primeira vista. O mesmo acontece com Iara, que decide seduzir o namorado da irmã sem que nenhum dos dois saiba. Para tal, finge ser Marilena em encontros furtivos com o jovem. Não demora muito, a irmã enganada acaba descobrindo a farsa graças a ingênuas indiscrições de Osmar. Este continua não suspeitando de nada e, encantado pela beleza da(s) moça(s), pede a mão de Marilena em casamento. Iara, num aparente gesto de altruísmo, se oferece para fazer o vestido de noiva. Tudo parece correr bem até que Marilena descobre que a irmã está fazendo dois modelos idênticos.

Dentre os prêmios recebidos pelo filme, destaque para o de melhor longa-metragem eleito pelo júri popular e melhor atriz para Fernanda Torres no Festival de Brasília, em 1999.

BAILE PERFUMADO (1996) (93′)
Horário: Quarta-feira, dia 15, às 19h30
Classificaçao:16 anos
Direção: Lirio Ferreira e
Sinopse: Duda Mamberti, Luís Carlos Vasconcelos, Chico Diaz, Cláudio Mamberti, Jofre Soares, Cláudio Mamberti, Giovanna Gold, Aramis Trindade, entre outros, num longa-metragem de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, vencedor de cinco prêmios no Festival de Brasília de 1996: melhor filme, direção de arte, ator coadjuvante (Aramis Trindade), prêmio jovem cineasta Unesco (Lírio Ferreira e Paulo Caldas) e prêmio da crítica. A trilha sonora leva a assinatura de Chico Science, Fred Zero Quatro, Siba e Lúcio Maia, que participaram do filme desde o roteiro. As músicas começaram a ser elaboradas já nessa época, o que possibilitou a criação de doze temas no melhor estilo do “mangue beat”, utilizadas também na trilha incidental com algumas variações.

Cinebiografia do libanês Benjamin Abrahão (Duda Mamberti), homem de confiança de Padre Cícero (Jofre Soares) até o dia da morte do religioso, quando decide partir de Juazeiro em busca de recursos para realizar seu velho sonho: filmar Lampião (Luís Carlos Vasconcelos) e seu bando. Fotógrafo de boa conversa, o libanês passa a fazer retratos das pessoas certas para conseguir as informações que o levam finalmente a Lampião. Ele começa a rodar seu filme e vai apresentando pouco a pouco as características do bando, que, às vezes, dança ao redor de uma rabeca, embriagado de uísque e banhado em loção francesa, ao som da canção Baile Perfumado nas matas do sertão. Terminadas as filmagens, Abrahão não consegue exibir a fita – proibida pelo governo  Getúlio Vargas – e se vê pressionado por credores até o dia em que é barbaramente assassinado.

Vencedor de cinco prêmios no Festival de Brasília de 1996: melhor filme, direção de arte, ator coadjuvante (Aramis Trindade), prêmio jovem cineasta Unesco (Lírio Ferreira e Paulo Caldas) e prêmio da crítica.

FILHAS DO VENTO (2004) (84′)
Horário: Segunda-feira, dia 20, às 19h30
Classificação: 14 anos
Direção: Joel Zito Araújo
Sinopse: Taís Araújo, Ruth de Souza, Léa Garcia, Maria Ceiça, Jonas Bloch, Rocco Pitanga, Kadu Carneiro, Zózimo Bulbul e Thalma de Freitas no primeiro filme de ficção de Joel Zito Araújo, cineasta responsável pelo premiado A Negação do Brasil (2000), documentário que analisa a participação de atores negros na televisão brasileira.
Criadas por um pai severo numa cidade do interior de Minas Gerais, duas irmãs seguem rumos diferentes na vida. Cida (Taís Araújo / Ruth de Souza) sonha em ser atriz e foge de casa em busca desse ideal. Ju (Thalma de Freitas / Lea Garcia) permanece na cidade, casa-se e cuida do pai, Zé das Bicicletas (Milton Gonçalves). Apesar da distância, elas têm algo em comum: um relacionamento ruim com suas filhas. Passados 45 anos, Ju e Cida se reencontram para o enterro do pai. O tempo não diminuiu os ressentimentos que ambas guardaram da juventude e a morte do patriarca, naquele momento, aparenta ser o menor dos problemas.

CARTOLA — MÚSICA PARA OS OLHOS (2007) (89’)
Horário: Terça-feira, dia 21, às 19h30
Classificação: 10 anos
Direção: Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
Sinopse: O autor de músicas eternas do cancioneiro nacional é foco de uma veneração não-gratuita. Dono de uma vida cheia de altos e baixos, Cartola é o estereótipo da simplicidade quase inocente da vida de antigamente nos morros cariocas. Carregado de um lirismo não aprendido na escola – que não frequentou –, compôs uma série das grandes pérolas do velho samba de violão. No documentário, a figura do sambista carioca é tratada como sumário da tradição popular brasileira. A produção traz suas participações em filmes e programas de TV, além do registro dos companheiros de geração (Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça) e ainda trechos da memória visual do país. Há também depoimentos de críticos, comentando as influências musicais que deram origem às atuais rodas de samba; e amigos, relatando a simplicidade e o talento do intérprete.

A ESTRADA 47 (2015) (102’)
Horário: Quarta-feira, dia 22, às 19h30
Classificação: 12 anos
Direção: Vicente Ferraz
Sinopse: Cerca de 25 mil homens representaram a bandeira verde-amarela na 2ª Guerra Mundial. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi enviada à Europa, em julho de 1944, para atuar contra os chamados Países do Eixo, grupo formado por Itália, Alemanha e Japão, em represália aos bombardeios a embarcações nacionais no Oceano Atlântico. O cineasta Vicente Ferraz lembra a história do 7º Pelotão de Engenharia da 1ª Divisão Brasileira, responsável por limpar a traiçoeira Estrada 47, no interior do país então comandado por Benito Mussolini. No elenco dessa coprodução entre Brasil, Itália e Portugal estão Daniel de Oliveira, Thogun Teixeira, Júlio Andrade, Sergio Rubini e Richard Sammel.

Melhor filme nos festivais de Gramado e do Ceará, o longa remonta a missão dada às nossas tropas em terras europeias. Perdido em meio às congelantes montanhas italianas, o grupamento formado por Guimarães (Daniel de Oliveira), Laurindo (Thogun Teixeira), Tenente (Júlio Andrade) e Piauí (Francisco Gaspar) tenta encontrar o caminho para finalizar sua incumbência. Eles não têm treinamento para enfrentar a guerra e trazem consigo, além do medo de uma iminente morte a cada explosão que ecoa no horizonte, um tom crítico às autoridades superiores responsáveis por suas viagens. Ao mesmo tempo em que acompanha a trajetória dos militares no lugar, a película tem narração de Guimarães, soldado e engenheiro revoltado por ter sido enviado ao combate pelo orgulho do pai em lhe ver usando uma farda.

QUASE DOIS IRMÃOS (2004) (102’)
Horário: Segunda-feira, dia 27, às 19h30
Classificação: 16 anos
Direção: Lúcia Murat
Sinopse: Um retrato histórico e explicativo do cenário atual da violência relacionada ao tráfico de drogas. Na época da ditadura, muitos presos políticos foram levados para a Penitenciária da Ilha Grande, na costa do Rio de Janeiro, onde dividiam celas com assaltantes de bancos. O encontro entre esses dois mundos é parte importante da história para se entender a origem do crime organizado presente no Brasil de hoje. Jorge (Flávio Bauraqui), o filho negro de um sambista, e Miguel (Caco Ciocler), o filho branco de um jornalista, amigos quando meninos, reencontram-se anos depois numa prisão: o primeiro como preso comum, o segundo como preso político. O convívio entre esses grupos distintos ocorreu, de fato, em prisões do Rio de Janeiro na década de 1970. O Comando Vermelho teve ali a sua origem. O que era para ser uma utopia – a confluência entre a consciência política de ativistas de esquerda e a energia popular do morro – acabou virando um pesadelo.

ORIUNDI (1999) (90’)
Horário: Terça-feira, dia 28, às 19h30
Classificação: 16 anos
Direção: Ricardo Bravo
Sinopse: Uma das últimas atuações na tela grande do consagrado ator mexicano Anthony Quinn, considerado uma das figuras mais lendárias do cinema. Morto em 2001, trabalhou em quase 150 filmes e recebeu vários prêmios ao longo de sua carreira, dentre eles, duas estatuetas do Oscar. Além de Quinn, o elenco conta com Letícia Spiller, Paulo Autran, Paulo Betti, Gabriela Duarte, Araci Esteves, Marly Bueno, Ricardo Kosovski e Lorenzo Quinn – filho de Anthony. O estreante Ricardo Bravo assina a direção do longa-metragem, premiado no Festival Internacional de Houston (EUA) em 2000.

Durante a festa de comemoração de seus 93 anos, o imigrante italiano Giuseppe Padovani (Anthony Quinn), com a saúde frágil e à beira da ruína financeira e familiar, é apresentado a uma parenta distante, Sofia D’Angelo (Letícia Spiller). Ela revela ter vindo ao Brasil para uma pesquisa sobre a família Padovani, porém Giuseppe se espanta com a semelhança entre a jovem e sua falecida mulher, Caterina (Letícia Spiller), morta num acidente aéreo há 60 anos. O homem passa a acreditar que Sofia é a reencarnação de sua amada esposa, o que traz à tona dolorosas recordações. Enquanto isso, a família Padovani começa a se deteriorar. Renato (Paulo Betti), o neto de Giuseppe, é encarregado pela família de cuidar da fábrica de massas que os avós fundaram ao chegar da Itália. Para evitar a falência, é obrigado a vender a empresa a um grupo estrangeiro. Em meio às crises, Sofia se envolve mais intensamente com os Padovani, ajudando-os a redescobrir a importância das tradições e a tornar realidade seus sonhos e aspirações.

VIDA DE MENINA (2004) (103’)
Horário: Quarta-feira, dia 29, às 19h35
Classificação: Livre
Direção: Helena Solberg
Sinopse: Helena Morley (Ludmila Dayer) é uma menina magra, desengonçada e sardenta – se acha feia. Não é boa aluna nem é comportada como boa parte das garotas de sua idade. Sua distração é escrever no diário os acontecimentos que se desdobram pela Diamantina do século 19. Na época, o ouro já não é mais abundante e o Brasil acaba de se tornar uma República, apesar de viver resquícios da escravatura abolida alguns anos antes. Sua família leva uma vida difícil por conta do pai sonhador (Dalton Vigh), que ainda espera encontrar o valioso metal. A jovem encontra na avó (Maria de Sá) uma grande aliada e esta lhe concede certas regalias que as outras crianças não têm. Esse laço de amizade torna-se a espinha dorsal do roteiro, dando espaço a diversos coadjuvantes que vêm colorir as crônicas da vida da garota. É o caso, por exemplo, da Tia Madge (Lolô Souza Pinto), que, com sua fleuma britânica perdida nos trópicos, provoca alguns dos momentos mais divertidos da trama.

Grande vencedor do Festival de Gramado de 2004 – seis Kikitos: melhor filme, fotografia, direção de arte, roteiro, trilha sonora e júri popular –, o longa-metragem é baseado no livro-diário Minha Vida de Menina, de Alice Dayrell, uma descendente de ingleses que viveu em Diamantina (MG), no final do século 19.

AS ALEGRES COMADRES (2003) (110’)
Horário: Segunda, dia 4 de dezembro, às 19h30
Classificação: 12 anos
Direção: Leila Hipólito
Sinopse: Em pleno século XIX chegam à cidade de Tiradentes o falido ex-militar português João Fausto (Guilherme Karam), ao lado de seus comparsas Pistola (Babu Santana) e Luís (Felipe Rocha). Fausto utiliza seu status como ex-membro da corte do Imperador para enganar a burguesia local, aplicando pequenos golpes. Sua vida se complica de vez quando decide seduzir duas mulheres casadas, as Sras. Lima (Zezé Polessa) e Rocha (Elisa Lucinda), que são também muito amigas. Após saberem do interesse de Fausto por ambas, elas decidem se unir para tramar uma divertida vingança.

BR 716 (2016) (89’)
Horário: Terça, dia 5 de dezembro, às 19h30
Classificação: 14 anos
Direção: Domingos de Oliveira
Sinopse: Na intensa boemia carioca nos anos 1960, o engenheiro e aspirante a escritor Felipe (Caio Blat) leva uma vida regada aos prazeres do álcool, em festas alucinantes realizadas num apartamento dado por seu pai, na famosa rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Lá, ele e seus amigos desfrutam de tudo que a liberdade pode oferecer, mesmo em meio a um momento político complicado.

SEPARAÇÕES (2002) (116’)
Horário: Quarta, dia 6 de dezembro, às 19h30
Classificação:16 anos
Direção: Domingos de Oliveira
Sinopse: Cabral (Domingos de Oliveira) é casado com Glorinha (Priscilla Rosenbaum), sendo muito mais velho que ela. Insatisfeitos com o casamento, eles resolvem dar um tempo, que se transforma numa verdadeira separação quando Glorinha se apaixona por Diogo (Fábio Junqueira), um arquiteto da sua idade. Cabral, de quem partiu a idéia de dar um tempo, percebe o erro que cometeu e, corroído pelo ciúme, usa de todos os meios para reconquistar a esposa. Nesse processo envolvem-se as pessoas próximas ao casal: Ricardo (Ricardo Kosovski), ex-namorado de Glorinha; Maribel (Nanda Rocha), namorada de Ricardo; Júlia (Maria Ribeiro), filha de Cabral e também em crise no casamento; e Laura (Suzana Saldanha), velha amiga e confidente de Cabral. Todos agindo por impulso e guiados pela máxima, nem sempre correta, de que é melhor se arrepender de ter feito do que de não ter feito.