Asterix e o Segredo da Poção Mágica estreia nesta quinta

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Asterix e o Segredo da Poção Mágica

“Asterix e o Segredo da Poção Mágica” (Astérix – Le Secret de la Potion Magique/Bonfilm), longa de Louis Clichy e Alexandre Astier (“Asterix e o Domínio dos Deuses”), estreia dia 19 de setembro nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Sucesso na França, onde foi visto por mais de 4 milhões de espectadores, a animação integrou o Festival Varilux de Cinema Francês deste ano e chega aos cinemas em versões legendadas e dubladas, com Gregório Duvivier dando voz a Asterix.

O velho druida e protetor da aldeia, Panoramix, é o foco da nova aventura. Ao cair de uma árvore durante a colheita de visco, ele decide que é hora de repassar seu manto e garantir o futuro da aldeia. Acompanhado por Asterix e Obelix, ele parte em uma viagem pela Gália em busca de um jovem druida bom e talentoso para transmitir o Segredo da Poção Mágica.

Primeiro roteiro totalmente original sobre os gauleses criados por René Goscinny e Albert Uderzo há 60 anos, o filme resgata a magia e essência dos quadrinhos clássicos ao mesmo tempo em que apresenta temas nunca antes discutidos nas histórias de Asterix e seus amigos, como o protagonismo feminino e questões relacionadas à transmissão do conhecimento.

Gregório Duvivier, fã de Goscinny e dos quadrinhos, comemora o convite: “Asterix é um dos heróis da minha infância, eu li todos os quadrinhos”, conta.

Para o diretor Louis Clichy, Goscinny é um dos grandes motivos pelos quais ele gosta de contar histórias sobre os gauleses: “Nós queremos que o filme mostre como é divertido ler os quadrinhos de Asterix, e dessa forma conseguimos manter o espírito de Goshiny vivo.”

Clichy fez parte da equipe de animação em produções como “Wall-E” e “UP – Altas Aventuras”, da Pixar, experiências que lhe deram uma visão mais ampla sobre a narrativa e mercado de animação: “Nas animações americanas, eles tentam, na maior parte do tempo, criar produtos que agradem o mundo todo. Existem coisas boas e ruins sobre isso. O bom é que eles estão criando histórias fortes. Como é dito na Pixar, ‘a história é quem manda’. Isso é verdade. O problema é que você não precisar agradar a todos sempre. Mas isso não é necessariamente o melhor a se fazer, porque às vezes é necessário mostrar aquilo o que as pessoas não querem ver. Mas esse é um jeito diferente de pensar e de falar sobre arte, de pensar sobre orçamento e retorno do investimento. O bom seria achar um equilíbrio entre história e investimento, e foi isso que tentamos fazer em Asterix.”

Sua experiência no estúdio americano também foi importante para definir qual relação gostaria de ter com a equipe de seus filmes: “Nos estúdios, o que eu realmente gosto nos EUA é que não há uma estrutura piramidal rígida para decisões. Existe a estrutura, mas é fácil você ir conversar com o diretor da produção. Eu falei para o diretor de “UP” coisas que eu achava boas ou ruins no filme. Isso não é comum na França, o que é uma pena. Eu tentei criar essa liberdade e envolver as pessoas nas minhas produções de Asterix, mesmo que elas não estivessem tão envolvidas na parte criativa. Eu queria criar a sensação de que todos nós estávamos construindo o filme juntos.”

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