Infelizmente, no dia 23 de dezembro, recebemos a notícia de que a atriz Carrie Fisher, nossa princesa Leia, sofreu um ataque cardíaco em um voo entre Londres e Los Angeles e não pude evitar de ficar chocada com a notícia. “Que ano desgraçado esse 2016, gente”, pensei conforme a maioria das pessoas que conheço tem pensado ultimamente. De fato, eu sei que não essencialmente as desgraças devam ser causadas por um ano na vida. Claro que não, mas 2016 parece ter vindo com a missão de testar e separa o joio do trigo e tornar garotinhos em homens com todas as suas dificuldades. Também me fez refletir muito sobre as perdas que tivemos até aqui no decorrer deste fatídico ano. Perdemos David Bowie, Prince, Allan Rickman, Elke Maravilha e nem mesmo o professor Girafales foi poupado pela dona Morte.

Pois bem, as notícias sobre Carrie tem sido escassas. A família tem estado reservada, apenas seu irmão tem dado alguns tiquinhos de informações para deixar nosso coração mais calmo. O resto tem saído através da Sônia Abrão gringa, sim, TMZ tá se dedicando bem a dar notícias ruins com o passar dos anos e foi o primeiro (de novo!) a reportar o incidente com Fisher e desde então, o que tem acontecido na internet é uma verdadeira vigília pela saúde de nossa heroína. Não pude deixar de pensar no quanto admiramos alguém e não nos atentamos ao fato de que eles são seres humanos tão frágeis quanto nós somos. Talvez até mais, sabendo que Carrie Fisher resistiu a muita coisa durante seus 60 anos de vida, incluindo abuso de álcool e drogas. Parece até que estes são passaportes obrigatórios para a fama, haja vista quantos ídolos perdemos para o vício, como quantos estão na batalha para largá-lo.

Observando todos os fatos sobre Carrie, não posso deixar de imaginá-la como Leia, a líder rebelde que resistiu a tanto e sempre foi tão forte. Acho que nunca a vi como um ser humano, afinal. Sempre a vi como uma imortal e imaginar que, segundo uma youtuber que estava no mesmo voo, Carrie ficou sem respirar durante 10 minutos apenas reforça a ideia de que a Força está com ela e não vai ser qualquer coisa que irá derrubá-la. Claro, a cada vez que vejo o nome dela mencionado em alguma postagem, meu coração aperta, assim como o seu deve apertar.

Aconteceu o mesmo quando Harrison Ford sofreu aquele acidente aéreo; “mas ele é o Han Solo e o Indiana Jones, cara”. Sim, na minha inocência de fã e admiradora do trabalho dele, me recusei a cogitar a possibilidade de que algo pudesse ameaçar a vida de alguém que sempre vi como indestrutível. O mesmo está se repetindo agora.

Como fã, continuo aqui esperando por melhores notícias, assim como eu sei que você também está. Mas é desolador perder essa ideia de indestrutibilidade que o cinema nos proporciona e confere a seus intérpretes esse ar de imortalidade. A vida é muito delicada, é um sopro. Mas eu desejo que Carrie saia dessa por cima, como sempre fez em todos os momentos difíceis de sua vida.

Que a Força esteja com você, minha cara amiga de infância. Você ainda tem um enorme trabalho encantando as gerações mais jovens agora. Você consegue, eu sei.