The Get Down: Parte 2 encerra de cabeça erguida seu pequeno ciclo na Netflix

Por Allef Mustella

Depois da espera ansiosa pela segunda parte de The Get Down, veio a tristeza pela sua não renovação, o que gerou o cancelamento da série. Porém, fica no ar o sentimento de missão cumprida. Onde vimos um grande potencial em ação, sendo transformado por seus estilo e deixando no ar sua marca.

A segunda parte da série nos traz aquele reencontro e conexão com sua primeira parte. Onde os “The Get Down Brothers”, Shaolin Fantastic (Shameik Moore), Ezekiel (Justice Smith), Boo-Boo (T. J. Brown), Ra-Ra (Skylan Brooks ) e Dizzee (Jaden Smith) se encontram no auge e sucesso do grupo.  Sem esquecer Mylene Cruz (Herizen F. Guardiola ) e as Soul Madonnas. Mas nem só de momentos bons carrega a trama da série. Nessa segunda parte tempos uma carga dramática bastante elevada, além do conflito pessoal de seus personagens.

É com esses novos 5 episódios que nos damos de cara com um estética diferente na qual a série tenta se encaixar. Ela continua trazendo o seu roteiro mais factual, realístico e pessoal, mas seu desenrolar é crítico, sonhador, a arte carregada nas entrelinhas. O sucesso do nosso grupo agora vem com mais responsabilidades. Onde vemos Ezekiel puxando o seu lado líder, mas sendo desmotivado pela sua realidade. Onde temos um homem, Shaolin Fantastic tentando buscar sua identidade e autonomia com a música. Nessa parte vemos como a realidade da epóca realmente atua no ser humano, pobre e negro. Que possuem um sonho, e que enxerga esse sonho descendo por água abaixo no ralo preconceituoso e corruptível da sociedade.

A série também aposta para um lado da animação voltada para o lado emotivo e metalinguístico da sensibilidade de Dizzee. Onde se mostra uma narrativa mais sonhadora do rapaz com sua nova descoberta romântica em manter o contato com seu lado pessoal/ emocional. O que acrescenta na forma de personalidade de cada episódio e até uma forma de escape da realidade e brecha para um respiro de cada episódio. Funciona tão bem que você aguarda pelo momento que é apresentado essa forma.

A música continua firme e até chega ser mais forte nessa segunda parte. Ela se torna um ciclo de combinação e se torna o ponto principal daquela série musical. É inevitável você não querer dançar, sentir a batida do melodrama. É tão bonito conseguir trazer uma cara onde a marca de cada personagem está envolvida como característica. Os próprios The Get Down Brothers, Mylene e o Cadilac (Yahya Abdul-Mateen II), que se mostra mais envolto no ritmo e sentimento das coisas. Onde sua trilha sonora vem trazendo o fluxo e apresentação do que é a música, do sentimento causado. Onde mostra que a série é assim e será assim até o fim.

O criador e diretor da série Baz Luhrmann conseguiu fazer uma trabalho nessa segunda parte. Porque conhecer bem o que a série trata e manter esse ritmo em cada episódio não é um trabalho fácil.  Foi o que fez desistir da série, apesar de todo o aplauso crítico e toda carinho dos espectadores. Basta acompanhar a segunda parte e ver que temos um história em sei, um filme dividido em 2 partes com 11 episódios. Vale bastante à pena, apesar do seu cancelamento, é uma experiência única.

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