Com algumas poucas ressalvas, Em Busca de Abrigo é o episódio mais desinteressante de Os Defensores até aqui na Netflix

Já começamos esse quinto episódio de Os Defensores com fôlego e muita pancadaria, e um fato importante acontece e que é discorrido ao longo do capítulo. Um fato que já era óbvio e esperado desde o terceiro episódio. Algo relacionado a Matt e Céu Negro, em relação as memórias que os dois possuem juntos. Dado isso, se cria dúvida e questionamentos a respeito de quem a personagem pode se tornar e se ela realmente está lutando lealmente em prol do Tentáculo.

Não há de se negar que esta causa provoca tanto impacto no lado heroico, no lado dos Defensores, como no lado dos vilões, do Tentáculo. Embora isso seja bastante interessante de se observar, aqui não gera um efeito de virada no espectador, apenas o óbvio e somente isso. Não chega a incomodar e ser de fato um problema, mas também não agrega tanto valor a trama. E o peso disso se dá mais pela causa de Murdock e a preocupação em trazê-la de volta e a fé que ele deposita de que há alguém ali dentro do receptáculo, que no momento está servindo ao mal.

Bakuto retorna em Os Defensores, e há uma pequena cena de luta contra sua ex discípulo, Colleen. Daí se cria uma subtrama que não leva lugar algum, Wing entra em dúvida sobre sua participação nos eventos que andam acontecendo e se sente sem muita utilidade a frente do que pode vir a acarretar. Os pontos negativos disso é que ela se deixa levar por palavras de um mestre que ela mesmo não respeita mais e quem não o vê como um figura a ser seguida, então, por qual razão ficar abalada por algo dito por uma pessoa que você está lutando contra? Nesse caso em específico, pelo menos, não há nenhum tipo de empatia pela situação.

Quanto a ação e coreografias de luta, volta a uma inconstante variação. O que foi realizado nos episódios anteriores, aqui não se repete. Cheio de cortes, não como entender o que está acontecendo, não uma montagem interessante e atrativa que faça a audiência se sentar na ponta da cadeira. E mais uma vez ressaltando o padrão de qualidade já criado pelas séries da Netflix, Demolidor.

Punho de Ferro continua sendo um dos pontos baixos e mal escritos da série. Um homem altamente bem treinado e detentor de parte do grande plot da história abordada, não consegue escapar de golpes bobos, e a má escrita, acaba o transformando em um personagem fraco e desinteressante. Onde a série individual errou, aqui poderia acertar, mas o mar de inconstância prevalece.

Para balancear, é gritante a diferença de atuação e de peso emocional quando se trata do núcleo de Matt Murdock, tudo se torna mais convincente e interessante. A relação de mestre-aluno dele e de Stick mostra por entrelinhas, que no momento de sufoco, temos que nos aliar mesmo com aqueles que temos dúvida, há sempre uma tensão e desconfiança no ar, embora estejam no mesmo lado. E finalmente a conclusão de sua dúvida em voltar ou não a vestir o manto.

Vale ressaltar um momento bastante interessante e bonito visualmente. Uma cena de ação em que Demolidor e Jessica Jones lutam juntos, e a fotografia prepara e dar um “spoiler” do que vai acontecer. O local tem uma luz forte de vermelho e roxo, logo após, O Homem Sem Medo aparece e se alia na luta ao lado de Jones. Porém, apesar de um cenário e fotografia bem feitos, é mal explorado, com poucos planos abertos, muitos cortes e a cena dura no máximo uns trinta segundos.

Com algumas poucas ressalvas, Em Busca de Abrigo é o episódio mais desinteressante de Os Defensores até aqui.

 

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