Apesar do título do episódio ser bem, como podemos dizer, “estranho“, é o melhor até agora. Com algumas ressalvas. A direção fica agora a cargo de Peter Hoar, e onde SJ Clarkson acerta no segundo episódio, Hoar também não fica atrás e ainda melhorando certos aspectos.

Somos levados para alguns meses atrás antes dos dias atuais dos episódios, e vemos uma ligação mais direta de Alexandra com todo o misticismo envolvendo o Céu Negro. Há toda uma cena mostrando o ritual completo de despertar da entidade, coisa que só vimos uma parte no final da segunda temporada de Demolidor. Acompanhamos o “re-treinamento” e a readaptação com o mundo da personagem que agora encarna uma das vilãs da trama. Mais uma vez ressaltando a importância da personagem de Weaver, Céu Negro é uma subordinada/arma dela, deixando ainda mais perguntas sobre quem essa mulher verdadeiramente é. Além do que, ela também tem conhecimento de K’un Lun, aliás, mais que conhecimento, ela se dirige ao local como se já houvesse visitado.

Alguns antigos rostos conhecidos voltam, e este em especial, é Stick. Estava sendo refém de Alexandra e logo após tomar conhecimento que Céu Negro estava junto à ela, consegue escapar. Nota para essa cena, é bem interessante vê o quão devoto o personagem é devoto a causa, desfazendo-se da própria mão para obter uma chance de escapar.

Os diálogo dão um salto no quesito qualidade, principalmente se tratando de Danny Rand. Há uma cena bem interessante dele e Cage dialogando, e o que iria parecer um encontro arranjado de casais, levou para algo bem significativo. Uma discussão moral acontece sobre privilégios, prisão e raça. E o mais interessante de perceber, é que nenhum dos dois na conversa estavam errados, dois pontos, cada um certos, mas o porém é: Suas convicções e motivações. A relação entre eles já tem bons alicerces para serem bem desenvolvida e possuem grande potencial.

No outro lado, Murdock e Jones não estão bem sincronizados e mal trocam palavras, mas isso não é ruim, a essência dos dois personagens estabelecidos estão sendo respeitadas. Numa mão, Matt tentando conversar e convencer ela de que onde ela está pisando é perigosos, e na outra, Jones faz questão de não dá a mínima para que Matt fala. Isso cria uma tensão e levanta questões de como eles vão trabalhar essa relação interpessoal, na verdade, entre todos eles. Sabemos que irão formar uma equipe juntos, óbvio, mas o caminho até lá é que promete.

Quanto as cenas de ação, aqui sim vemos um padrão bem mais alto e bem mais coreografado. O uso do cenário como arma também é bem usado e essencial. E já tivemos o gosto da luta da equipe em conjunto e isso pode e deve se tornar um dos grandes pontos da série. Ainda, não chega no nível de Demolidor, mas não há nada que impeça que isso aconteça.

O terceiro capítulo já nos deixa curioso para ação que virá nos próximos.

 

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