Um novo e fascinante personagem da história ganha vida na 2ª temporada em Genius: Picasso, que estreia hoje (22 de abril) às 21h45 no National Geographic

Genius foi uma grata surpresa no mundo das séries em 2017. A primeira temporada, que abordou a vida de Albert Einstein (vivido pelo ótimo Geoffrey Rush), retratava com bastante fidelidade não só detalhes da infância do gênio em questão, mas como também de todo o contexto histórico da época, onde a Alemanha passava pela onda de crescimento do nazismo.

A bola da vez na 2ª temporada é outra agora com Genius: Picasso. Antonio Banderas dá vida ao protagonista na série, que estreia hoje (22 de abril de 2018), às 21h45, no National Graphic.

Pode incomodar alguns, no entanto, a repetição da figura central da série: um gênio homem, libertino e envolvido num contexto de guerra. Nesse sentido, o anúncio de que a 3ª temporada tratará da vida da escritora Mary Shelley (criadora de Frankenstein) serve como um alento. Ao mesmo tempo, há de ressaltar o bom trabalho do National Geographic em retratar as épocas onde se passa a série.

Pra quem não sabe, Pablo Picasso foi um artista espanhol, pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo que viveu entre 1881 e 1973. No primeiro episódio que acompanhamos em primeira mão, parece que há muita fidelidade a toda sua biografia e as pessoas que o cercam.

A abordagem não linear casa muito bem com a proposta da série, dando uma dinâmica rica em informações que impede qualquer tédio por parte do espectador (algo que pode muito bem ocorrer em obras de cunho biográfico). Ao abordar o Picasso mais jovem, Genius mostra como o pintor se envolveu e conheceu assim ideias anarquistas e comunistas, enquanto sua versão mais velha, já consolidado como um artista renomado e rico, tenta se distanciar de questões políticas, mas acaba se vendo forçado a se posicionar contra Francisco Franco e os fascistas.

Antonio Banderas é uma escolha aparentemente natural para protagonizar a série por sua origem espanhola, mais especificamente em Málaga (a mesma do pintor), e o resultado é satisfatório. Quem acompanha os trabalhos do ator (que também produz e dirige algumas obras), seja em filmes mais famosos de Hollywood ou mesmo em projetos menos conhecidos do grande público com Pedro Almodóvar, sabe do talento que ele possui. E em Genius: Picasso é interessante em como o personagem leva Banderas para fora da maioria dos papéis que ele já viveu.

Genius: Picasso mantém, ao menos com base nesse primeiro episódio, a mesma qualidade vista no primeiro ano da série. Além de um trabalho interessante no mundo do entretenimento, é um programa que ganha importância também ao prestar um serviço biográfico de um grande artista.

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