“Isso é muito Black Mirror meu!”

A terceira temporada de Black Mirror, agora sob a tutela da Netflix, serviu para consolidar a cria de Charlie Brooker como um dos melhores programas da atualidade. Expressões como “isso é muito Black Mirror meu” chegaram a ser criadas, frente ao excelente trabalho que a série faz ao relacionar o comportamento humano com hipóteses tecnológicas, e a tendência é que isso continue a ser feito por um tempo.

Sendo assim, pensamos em algumas possibilidades de temas a serem abordados para a próxima temporada de Black Mirror, que deve dar as caras em meados de 2017 na sua rede de streaming favorita:

1. Verdade ou Desafio

Algo como no filme Nerve, onde as pessoas jogam “Verdade ou Desafio”, mas sem a parte da Verdade. Poderia ser um site ou aplicativo, mostrando até onde a pessoa é capaz de ir por alguns minutos de fama. Algo parecido foi abordado no episódio 3×03 (intitulado Manda Quem Pode), onde um garoto é chantageado a realizar diversas tarefas para que suas sujeiras não sejam expostas na internet. Mas a proposta é totalmente diferente, assim como as consequências a serem abordadas.

2. Comentários e preconceitos na internet

Um estúdio anuncia que vai fazer um filme diferente: vai mudar o elenco e a trama de acordo com os comentários na página oficial, levando em consideração os mais radicais. No fim, seria apenas uma forma de expôr a babaquice das pessoas. Algo mais leve que o último episódio da terceira temporada, Odiados Pela Nação.

3. Corpo humano controlado por dispositivo

Em tempos onde a “internet das coisas” está crescendo cada vez mais, esse episódio de Black Mirror traria um aplicativo para controle de doenças em geral, desde resfriados até outras mais sérias como câncer. Tudo isso através de um aplicativo em smartphones ou tablets. Mas como estamos numa série que mostra o pior do ser humano, essa tecnologia seria invadida por hackers e levaria o pobre doente a níveis inimagináveis de sofrimento.

4. Realidade Aumentada

Lançado para smartphones, Pokémon Go foi uma verdadeira febre em 2016, trazendo à tona um interessante conceito de realidade aumentada. Abordar esse tema implica em redes que sabem tudo sobre o usuário num cenário mais aberto que Versão de Testes (3×02), mas oferecendo novas vertentes caso Charlie Brooker queira continuar no tema da gameficação.

5. Podcast

Excelente oportunidade para abordar a solidão, onde nos sentimos completamente isolados da sociedade mesmo em locais abarrotados de pessoas, como numa estação de metrô. O podcast é um meio perfeito para mostrar isso, onde muitas vezes nos sentimos parte de uma conversa informal (sobre filmes e séries por exemplo) ouvindo programas no estilo debate.

6. Holograma 3D com artistas

O episódio poderia criar um universo onde os grandes ídolos da cultura pop faleceram (como atores e cantores), mas a projeção através de hologramas em 3D mantém essas figuras vivas e atuantes no mercado do entretenimento. Poderia questionar, também, como ficaria o mercado dos artistas vivos (e não tão famosos), onde o protagonista tentaria de tudo para alcançar a fama plena (suicídio talvez?), e assim se tornar um seleto astro morto. Algo parecido com a aparição de Tupac num show recentemente, usando dessa tecnologia.

7. Zika

Esse episódio viria a calhar para mostrar como, apesar de tanta tecnologia, o ser humano é inútil ao combate do animal que mais causa sua morte: os mosquitos. Roupas repelentes, toque de recolher para uso de veneno ao ar livre, e doenças diversas poderiam ser abordadas nesse episódio de Black Mirror.

Comentários