Com o final de Os Defensores, é hora de refletirmos sobre as necessidades da série para a segunda temporada na Netflix

Finalmente estreou a série Os Defensores na Netflix. Projeto iniciado em março de 2015 com a chegada do Demolidor, numa parceria entre Marvel e a gigante do streaming, a série com 8 episódios trouxe algumas coisas agradáveis (como a interação entre os heróis urbanos), já outras passíveis de muitas críticas.

Os Defensores | Crítica

Sendo assim, selecionamos a seguir alguns pontos bastante interessantes para uma eventual segunda temporada de Os Defensores:

1. Lutas

Com exceção da cena de luta no corredor, não há muito do que nos orgulharmos com o trabalho marcial feito em Os Defensores. Longe da excelência vista na série solo do Demolidor, e tão travadas quanto em Jessica Jones e Luke Cage, as brigas precisam de uma consultoria muito mais adequada para a segunda temporada.

2. Diálogos

A interação entre os 4 protagonistas foi a melhor coisa da série, mas falta sutileza. Porém, ainda assim é necessário uma lapidada maior nos diálogos como um todo. Quando Alexandra (Sigourney Weaver) aparece no Dragão Real, a pergunta “o que você pretende?” surge quatro vezes em cerca de 15 minutos. Sem contar o descaso com os diálogos envolvendo o Punho de Ferro, que mais parece um pré-adolescente.

3. Vilões

Waever como Alexandra, junto com Elektra (Elodie Yung) foram boas adições que deram lá seu interesse para o Tentáculo. Mas o resto não convenceu, apesar da ideia de formar um time de vilões ter sido boa. Bakuto (Ramon Rodriguez) já era ruim mesmo em Punho de Ferro, e aqui isso se mantém. Os novatos Murakami e Swande são ridículos, jogados de modo gratuito na história e sem profundidade alguma. É preciso usar melhor os vilões, quem sabe o Rei do Crime?

4. Heroísmo

Bebês, idosos, pais e mães de família em perigo foi algo que faltou nessa primeira temporada de Os Defensores. Mesmo a motivação principal da trama, salvar a cidade de Nova York das garras do Tentáculo, foi muito mal dimensionada pelos produtores da série. A única exceção foi Luke Cage, ao salvar uma senhora que seria esmagada por um poste após o tremor na cidade.

5. Uniformes

Essa é uma questão que fica sempre em referências fofinhas, mas não há coragem o suficiente para colocar em prática. Até quando vão esperar para colocar esse lindo (e cafonérrimo) uniforme no Punho de Ferro? Mesmo Jessica Jones pode ter uma roupa mais maneira especialmente para quando estiver reunida com os Defensores, voltando a usar sua roupa habitual de investigadora na sua série solo.

6. Equipe

Apenas formar timinho e brigar contra a renca toda não é, necessariamente, trabalhar em equipe. Há uma clara falta de combinação de poderes e habilidades. Temos um resquício disso quando os heróis estão na mira de armas de fogo, e Luke Cage se coloca como escudo, e também quando o Demolidor usa seus sentidos aguçados para detectar inimigos, mas a coisa não evolui muito além disso.

7. Novos Defensores

Heróis inéditos para integrar Os Defensores pode ser uma boa na segunda temporada. Nas HQs, a equipe original pouco tem haver com o time da Netflix, incluindo aí alguns que já estão nos cinemas como Doutor Estranho e Hulk. Atualmente, nas HQs, participaram personagens como Namor, Surfista Prateado e uma porrada de mutantes, o que dificulta bastante as coisas. Vai depender muito de como serão as próximas séries solo.

8. Enfermeira Noturna

Maior elo de ligação entre os heróis da Netflix antes da estreia de Os Defensores, Claire Temple (Rosario Dawson) teve uma aparição protocolar na primeira temporada. Para a segunda, a Netflix deveria apostar bem mais na personagem, conhecida nas HQs como Enfermeira Noturna (com algumas diferenças que o Judão pode te explicar melhor), especializada em atender superpoderosos. Ela já atendeu, gratuitamente, todos os membros da equipe, nada mais justo do que ela abrir uma empresa e se especializar no assunto. É uma ótima muleta narrativa para explicar mais sobre a natureza dos poderes dos personagens que aparecem no decorrer da trama.

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