Listamos alguns aspectos importantes a serem inseridos (e revistos) para a 2ª temporada de 3%, série nacional da Netflix

Seria um imenso prazer dizer a qualquer brasileiro que 3%, primeira série inteiramente nacional da Netflix, foi uma unanimidade. Infelizmente isso não foi possível, seja pelos muitos defeitos da produção ou até mesmo pelo complexo de vira-lata que às vezes permeia a receptividade brasileira em relação aos seus produtos sob o olhar mundial (teve gringo que curtiu, mas você pode ler aqui nosso review escrito por Charles Luis Castro).

Desse modo, separamos alguns pontos a serem melhorados tendo em vista a renovação de 3% para a 2ª temporada, algo ocorrido na CCXP 2016.

1. Roteiro

Algumas coisas incomodaram bastante nesse primeiro ano, e uma delas foi o roteiro. Soluções muito simples e até infantis para impasses (principalmente nas provas do processo) foram usados com frequência, sem contar os diálogos soando artificiais e corretos demais no português mesmo nos palavrões e gírias. Para a próxima season de 3%, um roteiro mais ágil é necessário.

2. Atuações

Parte da culpa pelos diálogos superficiais também passa pelo elenco, sendo que alguns até admitiram estar atentos a isso para a segunda temporada. Na CCXP 2016, alguns atores justificaram ao afirmar que o público brasileiro está acostumado a consumir esse tipo de conteúdo em inglês. O mesmo vale, nessa perspectiva, para os atores acostumados a produções apenas dramáticas e humorísticas em novelas e filmes.

3. Casal Fundador

No início de 3% já estamos na edição 104 do Processo, a seleção que indica os poucos que irão para o Maralto ter uma vida digna idealizada pelo casal fundador. Mas quem de fato são eles? Seria muito legal conhecer sua história e como tudo se iniciou, assim como os problemas capitais que levaram essa sociedade a tal ponto de escassez e miséria.

4. Maralto

O primeiro vislumbre que temos do Maralto é exatamente na última cena da primeira temporada de 3%, muito pouco para um local tão desejado pela população dessa sociedade distópica apresentada. Um eventual aumento de verba pode possibilitar a idealização de novos cenários, além da melhora de outros já mostrados.

5. Paciência

Esse talvez seja o ponto mais complicado. O publico brasileiro possui uma vertente critica que às vezes extrapola os limites, levando a uma rejeição prévia de qualquer coisa produzida por aqui. Vale lembrar que produções estadunidenses também possuem seus defeitos, alguns até grosseiros em muitos momentos, e 3% conta com um baixíssimo valor de investimento. Cada um assiste o que quiser, mas vale a pena dar uma chance para 3% melhorar.

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