Hoje, o último filho de Kripton está completando 80 anos, carregando consigo uma mensagem da qual nunca devemos esquecer.

Há exato 80 anos chegava as bancas a Action Comics #1, nela, estampada em sua capa, um ser de grande poder físico levantando um veículo, chamava a atenção de todos e abriria as portas para os seres maravilhosos que o seguiram.

Os anos foram passando, e o conceito do Super Homem, criado pela dupla Jerry Siegel e Joe Shuster, foi sendo modificado, suas atuações também, a carga dramática de Kal-El foi sendo enriquecida, e mantendo o valor que esse imigrante interplanetário carrega em si desde sua primeira aparição.

A forma como ele enxerga a humanidade e a responsabilidade de alguém tão poderoso que poderia simplesmente dominar a tudo e a todos com mão de ferro, mas não, seu coração é feito de outro material, alguém que nos mostra que o maior poder dele é sua simplicidade e amor pela humanidade.

Um das grandes problemáticas que vejo nas ultimas adaptações cinematográficas do Superman é justamente a interpretação errada do conceito do super-herói, estabelecido por anos de histórias do repórter do Planeta Diário. Zack Snyder, que nem é um diretor ruim, não conseguiu enxergar a importância da criação terrena de Clark Kent, para a formalização moral de sua psique, de como ele se entende no mundo e a mensagem que este herói representa para a humanidade. Faltou isso em seus filmes, mostrar porque o Clark é quem ele é, a forma simples que foi criado, dando valor a vida, a terra e principalmente, seu amor pelo nosso pequeno planeta azul.

“Humano, demasiado humano”

Nas ultimas películas é nos colocado o conceito da simbologia da “Esperança”, representado pelo símbolo da Casa El, mas a visão rasa de Snyder, se perde no próprio conceito da palavra e todo o potencial humanitário e filosófico que ela carrega.

Sim, Kal-El é um símbolo de esperança para tempos mais sinistros e cheios de intolerância, um sopro de luz em momentos mais cinzas e perdidos. Ele em todo seu poder, resolveu se apresentar como o mais humilde e entender a humanidade, mesmo que ela o tema.

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Óbvio que as alusões messiânicas são estampadas em vários momentos da vida do Kriptoniano, e por isso que a carga emocional é tão mais poderosa do que supomos ser.

Superman nos mostrou que o homem é capaz de voar, mas também de que o poder deve ser sempre utilizado para o bem, que a responsabilidade do poderio e de como essa força pode afetar os menos favorecidos, deve ser sempre posto à prova. Os poderoso precisam entender, que seu tanques e bombas apenas ferem em sua grande maioria, os menores, os sem esperanças, os que precisam de ajuda.

Em uma época assustadora, de ameaças de guerras, intolerância racial e de credo, homofobia e brigas partidárias, os 80 anos do Superman trazem uma mensagem junto, que o mundo precisar ser unido, que o poder não pode ser usado de forma despropositada e que as responsabilidades que carregamos junto com nossos ideais, devem ser sempre defendidos, mas ser machucar o próximo.

Vida longa ao Superman, filho de Martha, Jonathan, Jor-El e Lara, que sua mensagem de amor a humanidade nunca seja perdida e que em seu exemplo, singremos para momentos de maior heroísmo, tolerância e amor.

Super-homem

Criado por

 Jerry Siegel e Joe Shuster

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