Listamos alguns desejos que temos para a sequência de Guanabara Real – A Alcova da Morte, publicado pela AVEC Editora

Um dos sentimentos mais constantes ao se ler um bom livro envolvendo gêneros como ficção, fantasia e investigação policial, é a sensação de “quero mais”. Seja pelo universo envolvente ou mesmo pelos personagens cativantes, esse é um fenômeno muito comum.

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Recentemente, chegou às livrarias físicas e digitais a estreia de um nova saga pela AVEC Editora. Trata-se de Guanabara Real – A Alcova da Morte, dos autores A. Z. Cordenonsi (Le Chevalier), Nikelen Witter (Territórios Invisíveis) e Enéias Tavares (Brasiliana Steampunk, e dono da coluna Bestiário Criativo aqui no CosmoNerd). Alguns spoilers à seguir:

1. Vilão mais participativo

Por se tratar de um primeiro livro, A Alcova da Morte teve pouca participação presencial do Barão do Desterro, que atuou fortemente nos bastidores. Para a sequência, esperamos muito mais de sua ilustre presença, uma vez que ele revelou quase todo seu plano, contando com a prisão dos associados da Guanabara Real. Alguns capítulos a partir do seu ponto de vista, dando assim algumas camadas cinza ao personagem, também seria interessante.

2. História brasileira

Um dos gatilhos para A Alcova da Morte foi sua localização adentro de uma certa estátua gigantesca construída no Corcovado, com uma certa diferença de décadas em relação ao Cristo Redentor. Então que tal usar outros fatores históricos do Brasil para a sequência?

3. Relação entre Firmino e Remy

Os momentos de interação entre Firmino e Remy são excelentes em A Alcova da Morte, onde o dândi místico se diverte tirando o engenheiro positivista do sério frequentemente. Além disso, há a uma grande diferença de ideias que constantemente os opõem. Para a o próximo Guanabara Real, seria interessante termos ambos agindo de modo mais amigável, com maior aceitação de um em relação ao ponto de vista do outro (assim como os parceiros da imagem acima!).

4. Casos do passado

Há alguns casos no passado da agência de detetives Guanabara Real que ficariam excelentes se mostrados mais detalhadamente, seja numa sequência ou até em contos avulsos que por ventura os autores decidissem escrever para esse universo específico. Um exemplo disso seria o caso do Degolador de Volta Redonda, no qual Firmino Boaventura perdeu sua mão. Ao longo de A Alcova da Morte, diversos outros são citados, instigando a curiosidade do leitor.

5. Tecnologia a vapor

A vertente steampunk de Guanabara Real está bem representada, principalmente nos capítulos escritos por A. Z. Cordenonsi. Para a sequência, mais elementos à vapor como o carro-caldeira irão abrilhantar ainda mais a obra. A imagem acima não pertence ao universo em questão.

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