Após anos de uma longa espera, Todd McFarlane aproveitou o espaço da San Diego Comic-Con para finalmente oficializar um novo filme do Spawn. Um projeto que o criador do personagem anunciou milhares de vezes, mas que nunca passou de um sonho distante. Mas agora as coisas estão bem encaminhadas e ainda contam com um elemento que pode ser decisivo para o sucesso do longa.

E não estou nem falando do fato de Todd assumir a cadeira de diretor, sendo esse o seu primeiro projeto nos cinemas. Em seu currículo de direção estão clipes de bandas como Korn e Pearl Jam. A ideia antiga é transformar Spawn em uma espécie de Tubarão (o filme clássico de Steven Spielberg), se movendo nas sombras e surgindo apenas quando necessário. Uma visão que divide os fãs e levanta questões sobre a qualidade da trama. Mas se o criador do personagem não gera muita confiança, o cara que vai arcar com as despesas surge como o grande destaque: Jason Blum.

Você lembra de todo o alvoroço que cercou o primeiro Atividade Paranormal? Por meio do sucesso em festivais e do impulso pela divulgação boca a boca, o longa surgiu como uma revitalização para o found footage. Custando parcos 15 mil Trumps, Atividade Paranormal lucrou mais de 300 milhões de dólares. Um feito histórico. E um jovem Jason Blum estava por trás desse sucesso. Essa era a luz definitiva que a Blumhouse Productions precisava para impressionar o mercado cinematográfico.

Em sua essência, a Casa do Blum trabalha com filmes quase independentes, com um orçamento minúsculo e aposta as fichas nas parcerias com grandes estúdios para o lançamento e divulgação. E sabe qual produto se encaixa nesses quesitos? O terror. Com uma estratégia comercial definida, o próximo passo era produzir longas. E já são mais de 20 projetos no currículo. Geralmente o orçamento varia entre 5 e 10 milhões de dólares (o que é o caso do novo Spawn), facilitando o sucesso nas bilheterias.

Jason Blum, o Midas do Terror

Entre os grandes hits da Blumhouse estão longas como Sobrenatural, Uma Noite de Crime, A Entidade, O Espelho, Hush – A Morte Ouve e outros. Claro que essa não é uma ciência perfeita e algumas bombas acabam chegando aos cinemas. Destaques negativos para A Forca, Ouija, Renascida do Inferno e outras produções incrivelmente ruins. É a busca pelo equilíbrio entre quantidade e qualidade.

A coisa mudou de patamar quando um certo M. Night Shyamalan entrou no jogo. Se adaptando a estratégia da produtora, o diretor trabalhou com o orçamento de 5 milhões de Trumps e lançou o ótimo A Visita. Elogiado pela crítica e pelo público, o longa arrecadou mais de 90 milhões de doletas. E assim as portas para Fragmentado foram abertas. Foram mais de 270 milhões arrecadados ao redor do mundo, transformando-se em um dos grandes sucessos do ano. Além de marcar de vez o retorno do mestre do terror.

Outra excelente obra lançada pela Blumhouse foi Corra!, que também entrou para a lista dos sucessos de bilheteria, faturando cerca de 252 milhões para um orçamento de 5 milhões. Além de ser, disparado, um dos melhores longas de terror da década. Dessa forma, a Blumhouse Productions herdou o título de Pixar do horror e Jason Blum mostrou que é possível fazer sucesso sem gastos exorbitantes.

Ter Jason Blum como produtor do novo filme do Spawn é motivo mais do que suficiente para acalmar o coração dos fãs. Nem mesmo o baixo orçamento gera tanta preocupação. O que fica mesmo é a expectativa que Todd McFarlane consiga captar a essência de sua própria criação. Além da presença de Sam e Twitch, é claro.

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