A princípio, não levei muito a sério quando a maior empresa de brinquedos do mundo resolveu adentrar-se pelas produções cinematográficas, achei que seria apenas mais uma estratégia comercial genérica para dar uma revitalizada na franquia e vender mais brinquedos. No entanto o sucesso de público e crítica dos demais filmes da franquia foram me surpreendendo até que eu finalmente assisti LEGO NinjaGo e entendi o porquê desse sucesso.

Logo que o logotipo personalizado da Warner aparece nos primeiros segundos do longa, já é possível perceber a fonte de referências de que o filme irá se alimentar. Enquanto LEGO Batman se aproveitou da onda de super-heróis atual, NinjaGO faz referência aos filmes japoneses antigos de artes marciais e à cultura tokusatsu, com um grupo de jovens habilidosos que pilotam robôs gigantes para tentar derrotar outros robôs ou monstros maiores ainda. Dentro deste contexto, o filme acerta fazendo ótimas piadas com diversos clichês do gênero, como batalhas entre robôs que destroem a cidade para tentar salvar a cidade, um sábio mestre oriental que fala por metáforas e enigmas desnecessários e um monstro gigante bem inusitado. O longa já ganha boa parte do público logo nos primeiros minutos com a aparição do ultra-carismático Jackie Chan, que também dubla um dos personagens. Após uma breve apresentação, o filme adentra-se ao mundo LEGO com uma edição frenética que é mantida em boa parte do longa, garantindo a empolgação do público até seu fim. Além disso, a trilha sonora com diversos sucessos da música pop, tanto atuais quanto de mais de 30 anos atrás, é muito bem aplicada e associada a uma ótima edição de som que faz com que muitos momentos do filme pareçam pequenos clipes musicais. Outro destaque é a qualidade da dublagem brasileira, com ótimas adaptações à nossa língua que tornaram a experiência ainda mais divertida.

LEGO mostra mais uma vez que sabe usar as referências pop a seu favor e em conjunto com a Warner entregou um filme que agrada a todas as idades. Não é um filme infantil bobo, como pode parecer para alguns, muitas piadas são muito mais eficientes nos adultos do que nas crianças e ainda há uma bela lição de vida ao final, não tão emocionante, afinal o foco do filme mantem-se quase totalmente na ação e na comédia.

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