Existe um subgênero de filme que gosto bastante: Dramédia Indie. Esse tipo de longa geralmente é um filme barato, trazendo uma comédia que brinca com o cotidiano e os problemas que enfrentamos no nosso dia-a-dia. Filmes como Juno, Pequena Miss Sunshine e quase todos de Wes Anderson entram nessa categoria. O mais novo que vi esses dias foi Se Enlouquecer, Não se Apaixone.

O longa conta a história de um jovem que se interna em uma clínica para doentes mentais de propósito e meio sem querer, após quase tentar se matar e estar deprimido por vários dias. Pelo fato da ala adolescente estar em reforma, ele acaba em uma instituição para adultos e , por causa disso, acaba fazendo amigos como o misterioso Bobby, vivido de forma fenomenal por Zach Galifianakis.

Zach comendo um sorvete e outros personagens se olhando

O filme é simples e barato, focando nas relações entre os personagens e nas angústias do personagem principal. Craig, de 16 anos, é um personagem fácil de se identificar, pois possui diversos problemas sociais e todas aquelas angústias que todos passaram quando eram adolescentes. Para algumas pessoas ele pode parecer exagerado ou trouxa demais, mas um grande serviço que o filme faz é nos colocar na pele de alguém que possui esses problemas, para que possamos os entender melhor.

O longa usa de alguns recursos de animação e passagens oníricas para nos colocar dentro da cabeça meio perturbada de Craig, isso traz um ar jovial e atual pro filme, mas em alguns momento nos tira um pouco da história. De toda forma, a direção do filme é precisa e o mesmo tem um ótimo ritmo, nunca parecendo sacal, com boas piadas e momentos engraçados e emocionantes.

personagem principal rindo e Zach vestido de médico ao seu lado

Não se deixe levar pelo título brasileiro, o original se chama It’s Kind of a Funny Story ( É tipo uma história engraçada, tradução literal). O filme possui sim romance, mas não é o foco. Como falei, a grande importância desse filme é passar, de uma forma leve, o que uma pessoa com problemas psicológicos passa. Tenho pessoas com esse problema na família e nem sempre é fácil de compreender ou ter paciência com eles, esse tipo de obra nos faz olhar pelo outro lado e entender um pouco melhor como essas pessoas pensam, além de reforçar que problemas da cabeça são sim uma doença, e não uma frescura. Então, acompanhe a história divertida de Craig e tenha mais um pouco de empatia pelo próximo.

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