Após 21 anos sem os Mamonas Assassinas, relembrar de um dos maiores fenômenos musicais do Brasil é nostálgico e inspirador

Muitos discutem a respeito do legado deixado pelo enorme e breve sucesso dos Mamonas Assassinas no Brasil. De sonoridade agradável e incrível aceitação com todas as idades, a banda originalmente chamada Utopia não poupava no linguajar ao divulgar seu trabalho por aí, sempre pautados pelo humor.

Parece perda de tempo debater se hoje letras como Vira-Vira, Pelados em Santos e Robocop Gay seriam aceitas pela parcela da sociedade adepta ao politicamente correto. Tal conversa se assemelha a conjecturar se Pelé, Maradona e outras lendas do futebol conseguiriam se sobressair com a modernidade do esporte, que demanda cada vez mais da parte física de quem o pratica.

Mamonas Assassinas Pra Sempre vem a calhar nesse 21º aniversário do trágico acidente aéreo que deu fim às atividades da banda. Não por se tratar de um minucioso documentário que investiga cada detalhe sobre o fatídico 2 de março de 1996. Muito pelo contrário: há aqui um rico material sobre autenticidade e perseguir seus sonhos, mas entendendo e aceitando que há muito espaço na vida para eventualidades, seja ela positiva ou negativa.

Os oitenta e poucos minutos do documentário mostram depoimentos de amigos, profissionais (como Rick Bonadio) e familiares que fizeram parte da vida dos integrantes da banda. Apesar de não ser um primor instrumental, os Mamonas Assassinas conseguiam se garantir no básico do rock n’ roll, tendo aproveitado de forma sensacional a oportunidade que tiveram mesmo com um mercado desfavorável, tanto para quem quer ser músico profissional quanto para as bandas que ainda se arriscavam num estilo musical comercialmente defasado. Tudo isso com a liderança de Dinho, um frontman que tinha forte viés humorístico e habilidade para transitar em diversos ambientes artísticos, seja compondo, cantando ou até imitando.

Também é reforçado a forte ligação da banda com a cidade de Guarulhos, culminando no memorável discurso antes do show no Ginásio Pascoal Thomeu, o “Thomeuzão“. No final, é um documentário sem grandes pretensões além de relembrar e transmitir novamente ao menos uma fração do que foi a loucura musical que o Brasil viveu num curto período de tempo na década de 1990.

Mamonas Assassinas Pra Sempre está disponível na Netflix, mas é possível encontrar no YouTube com certa facilidade (segue o vídeo abaixo, esperamos que ainda esteja no ar quando você ver esse post).

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