O homem planeja. Deus ri

Vivemos o tempo todo fazendo planos para o futuro, e isso é algo natural quando olhamos para nossos padrões sociais estabelecidos. Férias, casamento, aposentadoria, estudos, gravidez… são tantas coisas projetando o futuro, que em certos momentos nos esquecemos do agora. No pequeno documentário Cristina, no entanto, a mensagem principal é de que esse agora é tudo o que possuímos de forma plena na vida.

Não que devamos então parar de poupar gastos para a faculdade da filha ou então sair gastando todo o salário com festa e prazeres mundanos genéricos. Mas por que não um pouco? Vivemos numa época cada vez mais urgente, de metas para agora, onde o fim é muito mais valorizado se comparado ao meio como chegaremos lá.

O que Cristina quer dizer, na real, é que ela tem câncer e, assim como centenas de milhões de pessoas nessa condição, sua perspectiva de vida é bem diferente das pessoas que não possuem tal doença. O bom humor da moça de 37 anos pode esconder muito das mazelas da situação, mas as coisas não são nada fáceis frente aos remédios caríssimos, sessões torturantes de quimioterapia e a necessidade de encarar a morte de frente e deixar as pessoas que ama.

Durante os cerca de 40 minutos de filme conhecemos mais sobre a rotina de Cristina e seu marido, onde ambos trabalham com cinema, e muito do amor relacionado ao casal é pautado em tela. Acompanhar a complicada situação não é a coisa mais simples, e esse viés amoroso torna as coisas muito mais emotivas.

Mas vale a pena dedicar um teco do seu dia para a história de Cristina, atualmente o filme dirigido por Michèle Ohayon está disponível no Netflix, apesar de não se tratar de um conteúdo exclusivo ou original da rede de streaming.

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